Rodrigo Pacheco sinalizou que deve deixar o PSD e afirmou que ainda não há definição sobre uma eventual candidatura ao governo de Minas Gerais. Segundo ele, tanto a escolha partidária quanto o futuro político seguem em aberto e devem ser definidos sem precipitação.
Pacheco apontou divergências com os rumos do PSD em Minas como principal motivo para a possível saída. Sem entrar em detalhes, afirmou que não se alinha à posição adotada pela legenda no estado e que, por isso, há uma “tendência forte” de deixar o partido. “O PSD tomou outro rumo. Eu respeito isso. Então há uma tendência da minha saída do partido”, disse.
Apesar do movimento, o senador destacou que ainda avalia convites de outras siglas e que a decisão será tomada após diálogo. “Felizmente eu tenho muitos convites, então vamos avaliar”, afirmou.
Sobre a possível candidatura ao governo de Minas, Pacheco rechaçou a ideia de demora no processo e disse que o calendário político ainda está dentro do esperado. ito que esteja lento. Eu acho que tudo tem seu tempo”, afirmou.
Pacheco também alertou para os riscos de antecipar o debate eleitoral, o que, segundo ele, pode prejudicar pautas institucionais relevantes. “Quando se precipita muito o processo eleitoral, outras questões importantes de defesa do estado ficam em segundo plano”, disse.
Pacheco reforçou que o momento é de organização partidária, com definição de chapas e alianças, e que uma decisão sobre candidatura será tomada no momento adequado. “Está absolutamente em tempo”, afirmou.
Sem confirmar se disputará o governo de Minas ou se deixará a vida pública, o senador disse que segue em fase de reflexão e diálogo, em meio à reorganização do cenário político no estado.
Assista a um trecho da fala de Rodrigo Pacheco:
Apoio a Marília Campos
Rodrigo Pacheco também comentou sobre a possível candidatura da senadora Marília Campos e demonstrou apoio ao nome dentro do campo político em construção em Minas Gerais. Segundo ele, a pré-candidatura deve ser lançada em breve e representa uma alternativa relevante no cenário estadual, ainda em fase de articulação entre diferentes lideranças.
Ao falar sobre Marília, Pacheco fez um aceno direto à senadora e elogiou sua trajetória. Ele afirmou que “ficaria muito contente de ter uma mulher da qualidade da Marília ocupando a cadeira” que ele próprio ocupou no Senado, destacando a experiência da parlamentar e defendendo que a definição das candidaturas ocorra de forma conjunta, por meio do diálogo entre os atores políticos.
STF é “página virada”
Em outro momento da entrevista, Pacheco tratou da possibilidade de ter sido indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e classificou o tema como superado. Segundo ele, a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já foi assimilada e não faz mais parte de seus planos políticos. “Essa é uma página virada”, afirmou.
O senador também reforçou o respeito à escolha feita pelo presidente e à atual composição da Corte. Ele destacou que a indicação ao STF não é algo que se busca ativamente e que, no seu caso, o assunto está encerrado. “Foi uma decisão que eu reputo acertada, de alguém muito qualificado”, disse, ao acrescentar que mantém respeito pelos ministros e pela instituição.
