Enquanto estava acontecendo o debate dos candidatos à Presidência da República na Band, o Lula estava na Record falando isso aqui do Lulinha:
“Meu filho sabe: se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado, mas ele tem que provar a inocência dele.”
Veja bem, juridicamente falando, isso aí está errado, viu? Porque quem precisa provar a culpa é a acusação. Mas talvez o Lula estivesse achando que estava ali dando uma aula de Direito, mas não. Eu acho que ele estava dando era mais um conselho de pai.
Aí, na segunda-feira, aparece esta notícia aqui, ó: “Lobista recebeu significativas quantias em espécie e pagou em dinheiro passagens de Lulinha, diz PF”.
A história começa com Roberta Luchsinger, que é lobista e amiga do Lulinha, aquela mesma que prestava serviços para o “careca” do INSS. Lembra? A PF diz, então, que ela tentava fazer negócios de cannabis medicinal com o Ministério da Saúde. Ela também dizia representar o filho do presidente e que atuava com ele em comunhão de interesses econômicos.
A PF afirma que o motorista da Roberta buscou R$ 300.000 em espécie com uma pessoa não identificada em pacotes lacrados. Ela mandou depositar R$ 50.000 numa agência que emitia passagens para ela e para o Lulinha. E, coincidentemente, no mesmo dia, os dois voaram juntos de Brasília para São Paulo.
E não foi só dessa vez, não, viu? Porque, entre dezembro de 2023 e junho de 2024, ela pagou cerca de R$ 640.000 nessa mesma agência. E, meses depois, ela reclamou que não dava mais para pagar as passagens. E qual o motivo? Porque ela já gastava R$ 100.000 por mês numa casa usada pelo Lulinha.
Então, ela não era só uma amiga; ela é uma espécie de “Bolsa Família” do Lulinha. Que amizade é essa que tem benefícios melhores do que muito emprego com carteira assinada, hein?
E o Lulinha continua lá vivendo na Espanha em “condições precárias”, segundo o vice-presidente do PT. Mas olha só a precariedade: um apartamento de 250 m² num condomínio de luxo em Madri, com piscinas, academia, segurança 24 horas e um custo mensal de aproximadamente R$ 35.000.
A defesa dele nega que esse dinheiro tenha sido usado para bancar as passagens. Então, a pergunta que ele precisa responder é: por que uma lobista interessada em negócios com o governo pagava passagens, bancava uma casa usada por ele e dizia que ela, o Lulinha e um sócio dele eram uma coisa só?
