Em seu discurso de posse, o governador de Minas Gerais neste domingo (22/3), Mateus Simões, criticou a atuação do governo federal ao citar casos de médicos sem registro profissional atuando no interior do estado. Segundo ele, a situação tem gerado problemas diretos para a população e exposto falhas na articulação entre os entes públicos.
Ao exemplificar a crítica, Simões relatou a história de uma professora da rede estadual que teve prejuízo financeiro após apresentar um atestado médico assinado por um profissional estrangeiro sem registro no Brasil. O documento não foi aceito pela administração estadual, o que levou à perda de parte da remuneração da servidora.
O governador questionou a lógica do sistema: “se o médico é considerado apto para atender pacientes, por que o documento emitido por ele não tem validade administrativa. Aparentemente, ele serve para cuidar da saúde, mas não para justificar um afastamento, afirmou.
Simões atribuiu a situação à condução de políticas federais na área da saúde, especialmente no envio de profissionais sem registro formal no país para regiões com escassez de médicos. Para ele, a decisão acaba transferindo problemas para estados e municípios.
“Que culpa tem o cidadão se o governo federal contratou um médico sem CRM?”, questionou, ao defender que a população não pode ser penalizada por falhas estruturais na gestão pública.
Durante o discurso, o governador afirmou que o caso citado será resolvido e garantiu que a professora terá o direito reconhecido. Ele também sinalizou que pretende enfrentar situações semelhantes, reduzindo entraves burocráticos que afetam diretamente a vida da população.
