O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou que o intervalo entre a comunicação da decisão que ampliou o horário de votação e a emissão do ofício aos juízes eleitorais foi necessário para garantir orientações claras e evitar confusão na condução do processo. A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi comunicada às 17h49, e o documento do TRE-MG foi expedido às 18h26 deste domingo (25).
Segundo o presidente, a Justiça Eleitoral precisava transmitir instruções precisas aos responsáveis pelas 304 zonas eleitorais e cerca de 52 mil seções de votação em Minas Gerais.
Ele ressaltou que o tempo foi utilizado para preparar um documento esclarecedor, que desse segurança aos magistrados na aplicação da decisão.
“Assim que a informação chegou, nós, juntamente com a assessoria, preparamos um documento assertivo e esclarecedor. Por isso, precisamos desse tempo”, afirmou.
O desembargador reforçou que era necessário evitar dúvidas na execução da medida. “Tudo isso para que os juízes eleitorais tivessem segurança. Não dava para titubear, precisávamos ser assertivos”, declarou.
Carlos Henrique Perpétuo Braga também afirmou que não houve votação em cédulas de papel em Minas Gerais e que a ampliação do horário não comprometeu a condução das informações eleitorais. O tribunal ainda apura quantas seções permaneceram abertas até as 19h. Os dados poderão ser consultados nos boletins de urna.