Três em cada quatro brasileiros concordam com a proibição das plataformas de apostas online no país, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (23). O levantamento aponta que 75% dos entrevistados são favoráveis à proibição das bets, enquanto 17% discordam e 8% não concordam nem discordam da medida.
O percentual favorável à proibição aumentou dois pontos em relação a abril, quando era de 73%. No mesmo período, a parcela contrária caiu de 21% para 17%.
A pesquisa também identificou apoio a restrições na divulgação das plataformas. Para 79% dos entrevistados, a publicidade de apostas online deveria ser limitada. Outros 84% defendem que as empresas do setor paguem mais impostos.
A avaliação sobre os efeitos das bets também foi medida pelo levantamento. Para 59,9% dos entrevistados, as apostas online trazem somente prejuízos à sociedade. Outros 28,6% consideram que os prejuízos superam os benefícios. Somados, esses grupos representam 88,5% dos participantes da pesquisa.
Governo discute mudanças nas regras
Os dados são divulgados em meio às discussões no governo federal sobre novas restrições ao mercado de apostas. Entre as alternativas em análise está uma Medida Provisória (MP) que pode atingir os jogos eletrônicos no formato de cassino e ampliar as limitações à publicidade das plataformas. Outra possibilidade discutida é uma restrição mais ampla ao funcionamento das apostas online.
A discussão envolve também os possíveis efeitos fiscais e jurídicos das mudanças. O setor de apostas funciona atualmente sob regulamentação federal, e operadores autorizados possuem licenças para atuar no país.
Situação financeira das famílias
A pesquisa Atlas/Bloomberg também avaliou a situação econômica dos brasileiros e apontou melhora em indicadores relacionados ao orçamento familiar e ao endividamento. Apesar disso, o preço dos alimentos continua aparecendo entre as principais pressões relatadas pelos entrevistados sobre as despesas domésticas.
O levantamento ouviu 5.015 pessoas da população adulta brasileira entre 17 e 22 de setembro. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04739/2026.
