O senador Cleitinho Azevedo fez um apelo em suas redes sociais para que nenhum partido político aceite a filiação do ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio. A declaração foi uma reação à entrevista concedida pelo ex-atleta à Jovem Pan, na qual afirmou que pretende ingressar na política após concluir o cumprimento da pena. Na fala, Bruno não revelou a qual partido se filiaria, mas afirmou que “não tem como não ser de direita”.
Bruno foi condenado em 2013 a 22 anos de prisão por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra Eliza Samudio, sua ex-companheira. Ele cumpre pena em regime semiaberto. Durante manifestação nas redes sociais, Cleitinho afirmou que, em um país “sério”, o ex-jogador não teria condições de disputar eleições e defendeu que partidos, tanto de direita quanto de esquerda, rejeitem eventual filiação.
“O Brasil combate o feminicídio todos os dias. Ele não é exemplo para nada”, disse o senador. Cleitinho também questionou o fato de os condenados nunca terem indicado onde estariam os restos mortais de Eliza, cujo corpo não foi encontrado.
O caso envolveu seis condenações. Entre os réus está o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, que também foi sentenciado em 2024 a 16 anos de prisão por outro homicídio ocorrido em Belo Horizonte. Bruno, por sua vez, chegou a ser regularizado pela Confederação Brasileira de Futebol para atuar pelo Vasco-AC.
