Resumo
Alexandre Ramos Peixoto tomou posse como novo presidente da Cemig;
Gestão promete ampliar rede trifásica no interior de Minas;
Peixoto diz que estado tem fontes diversas de geração de energia;
Alexandre Ramos Peixoto tomou posse nesta segunda-feira (11/5) como novo presidente da Cemig, em cerimônia realizada na sede da companhia, em Belo Horizonte. Ele assume o lugar de Reynaldo Passanezi e terá entre os principais desafios ampliar a qualidade do serviço e avançar em projetos de infraestrutura energética em Minas Gerais.
Entre os pontos citados pelo novo presidente estão a expansão da rede trifásica pelo interior do estado, o reforço da rede elétrica em municípios que ainda precisam de melhoria no atendimento e a atuação conjunta com a Gasmig para ampliar gasodutos em Minas.
Cemig quer ampliar rede trifásica no interior
A ampliação da rede trifásica foi apresentada como uma das prioridades da nova gestão. Esse tipo de estrutura é considerado importante para melhorar a qualidade do fornecimento de energia, especialmente em áreas rurais, regiões produtivas e municípios com maior demanda por eletrificação.
A proposta também se conecta à necessidade de ampliar a capacidade da rede em cidades do interior que ainda enfrentam limitações no atendimento elétrico.
Novo presidente aposta em segurança energética
Questionado sobre o abastecimento nos próximos meses, período geralmente marcado por menor volume de chuvas, Alexandre Ramos Peixoto afirmou que Minas tem condições favoráveis para atravessar 2026 com segurança energética.
Ele destacou que o estado conta com diferentes fontes de geração e também com presença relevante de geração distribuída, o que, segundo ele, dá mais conforto ao sistema.
“Minas é um estado diferenciado. Em Minas nós temos praticamente todas as fontes de geração e uma incidência grande também da própria geração distribuída, que nos dá, de certa forma, um grande conforto”, afirmou.
Na avaliação do novo presidente, o cenário não deve ser tratado como um problema imediato, mas como uma missão de gestão e coordenação entre fontes de energia.
“Eu não entendo isso como um desafio, mas é uma missão, é um trabalho que certamente, conciliando todas essas fontes de geração, nos permitirá avançarmos tranquilamente no decorrer de 2026 e obviamente início de 2027”, disse.
Governo fala em foco na qualidade do serviço
Durante o evento, o governador de Minas Gerais, Mateus Simões, afirmou que a prioridade para a Cemig será avançar na qualidade da prestação de serviço ao consumidor final.
Ele também diferenciou a estratégia do governo para a Cemig da discussão envolvendo a Copasa. “Eu acho que nesse momento, o mais importante é a gente concluir a venda da Copasa e a Cemig avançar na qualidade da prestação de serviço para o cliente final”, afirmou.
Segundo Simões, a venda da Copasa tem relação com obrigações financeiras e investimentos previstos no Propag, enquanto a Cemig não teria, neste momento, o objetivo de venda para arrecadação.
“A Cemig, a intenção nunca foi vender para obter algum tipo de dinheiro”, disse.
Gasmig também entra na agenda
A nova gestão da Cemig também deve atuar em conjunto com a Gasmig na expansão da infraestrutura de gás no estado. A ampliação dos gasodutos foi citada como parte da estratégia para fortalecer a oferta energética em Minas e ampliar alternativas para empresas e consumidores.
