O incêndio que destruiu 27 ônibus da Viação Anchieta, no bairro Dom Cabral, não terá impacto no subsídio pago pela Prefeitura de Belo Horizonte nem no cálculo da tarifa do transporte coletivo da capital. A informação foi confirmada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH).
Segundo a entidade, o prejuízo causado pela perda dos veículos será absorvido exclusivamente pela empresa proprietária da frota e não será repassado ao poder público nem aos usuários do sistema.
A Rede 98 procurou a Viação Anchieta para saber a dimensão do prejuízo causado pelo incêndio e a empresa informou que os danos ainda estão sendo contabilizados.
De acordo com o SetraBH, os ônibus destruídos pelas chamas eram veículos novos, fabricados em 2024 e 2025. Apesar da perda de parte da frota, a operação do transporte coletivo transcorreu normalmente na manhã desta segunda-feira (8/6).
“As operações pela manhã não foram impactadas. O atendimento seguiu dentro da normalidade e com cumprimento do quadro de horários”, informou a entidade.
Subsídio não será afetado
O sindicato esclareceu que os veículos incendiados não entram no cálculo dos custos do sistema após serem retirados de circulação.
Segundo o SetraBH, a composição dos custos que servem de base para a remuneração do sistema considera apenas os ônibus efetivamente ativos e em operação.
Por esse motivo, o incêndio não altera os valores do subsídio municipal destinado ao transporte coletivo e tampouco influencia eventuais reajustes tarifários.
“O prejuízo do incêndio não é contabilizado no custo do sistema, ou seja, não integra o subsídio nem o reajuste da tarifa”, informou a entidade.
Ainda de acordo com o sindicato, “o prejuízo dos veículos incendiados recai unicamente sobre a empresa e não é repassado, em nenhuma hipótese, para a Prefeitura ou para os usuários”.
Frota foi reforçada
Para evitar impactos na circulação dos ônibus, veículos de outras empresas do sistema foram mobilizados para reforçar a operação da Viação Anchieta. A estratégia faz parte do modelo consorciado adotado em Belo Horizonte, que permite o remanejamento de frota entre operadoras em situações emergenciais.
A Superintendência de Mobilidade do Município (Sumob) informou que acompanha a operação juntamente com o Consórcio Dom Pedro II e o SetraBH e que, até o momento, não foram registrados prejuízos ao atendimento dos passageiros.
O incêndio ocorreu na manhã de domingo (7/6) e destruiu 27 ônibus na garagem da empresa, localizada no bairro Dom Cabral. As causas do fogo ainda são investigadas pela Polícia Civil de Minas Gerais, que informou não descartar nenhuma linha investigativa.
