Logo após o painel “Como criar times que também decidem”, no segundo dia do Leader Shift 2026, nesta quarta-feira (10/6), no Minascentro, em Belo Horizonte, a 98 News conversou com um dos participantes da discussão: Flávio Santos, CEO da Mfield e referência em marketing de influência. Ao lado de Malu Tolentino e com mediação de Luitha Miraglia, ele debateu no palco principal a construção de equipes autônomas, capazes de tomar decisões com responsabilidade e alinhadas à estratégia da empresa.
Alinhamento é o ponto de partida
Para Flávio, o primeiro passo de um time de alta performance é saber para onde todos estão jogando. “Se metade do time está jogando para ganhar o Campeonato Mineiro e a outra metade para ganhar a Libertadores, vai ter problema, porque há desalinhamento na operação”, comparou. Segundo ele, essa falta de sintonia é um dos maiores gaps na relação entre líder e liderado.
Autonomia não é criar clones
O especialista defende dar protagonismo às equipes — mas alerta para um erro comum de liderança. “Existe um gap dos líderes que é achar que todas as pessoas têm que tomar as mesmas decisões que ele tomaria. Isso não é autonomia. Você está querendo fazer microgestão ou criar clones seus, sendo que as pessoas não são assim”, afirmou. A saída, segundo Flávio, é permitir que cada profissional decida a partir da própria experiência, dentro do alinhamento corporativo. “A gente fala muito que precisa contratar pessoas melhores do que a gente, mas temos que ir além: multiplicar o nosso papel de liderança”, disse.
Nem todo mundo pode ser atacante
Foi com mais uma analogia esportiva que o palestrante resumiu a importância de definir funções dentro da equipe. “Dentro de um time, às vezes a gente não precisa só de atacante, senão todo mundo vai estar chutando a bola e ninguém vai estar defendendo”, apontou — lembrando que saber defender é tão importante quanto marcar gols. Para ele, deixar claro o papel de cada um é o que sustenta o resultado. “Precisamos do time operacional, do time que toma decisão, do que vai para a rua e do que toma as decisões difíceis”, listou. Depois de definidos os papéis, completou, cabe ao líder o trabalho do técnico: delegar as melhores informações para o time render.
Marketing de influência dentro das empresas
Flávio também explicou como sua área de atuação se aplica à gestão de pessoas. Para ele, o marketing de influência é o “boca a boca 2.0” — a antiga dica de um amigo que hoje se transformou em recomendação de criadores nas redes. O mesmo vale dentro das organizações: “O time corporativo de uma empresa nada mais é do que uma microcomunidade dentro da companhia”, e, como toda comunidade, pode ser influenciado positivamente. O objetivo, segundo ele, é engajar as pessoas em torno de resultados: “Empresa tem objetivos, tem que dar resultado. Aquilo não é uma ONG nem um resort”.
Cobertura completa
O painel integrou a programação da manhã desta quarta no Leader Shift 2026, que segue ao longo do dia com novas palestras e debates. A 98 News, media partner oficial do evento pelo segundo ano consecutivo, acompanha a jornada ao vivo, na 98,7 FM e em vídeo no YouTube.
Assista a entrevista completa
Use as teclas de seta para cima e para baixo para redimensionar o painel da caixa de metadados.
