Rede 98 > Eleições 2026 > Marília mantém foco no Senado: ‘maior viabilidade do PT vencer em MG’

Marília mantém foco no Senado: ‘maior viabilidade do PT vencer em MG’

Por Igor Teixeira Rede 98
30/06/2026 20:05 Atualizado há 3 horas
Marilia Campos
(Foto: Reprodução / Rede 98)

A pré-candidata do PT ao Senado, Marília Campos, endureceu o discurso contra uma eventual candidatura própria do partido ao Governo de Minas nas eleições de 2026. Durante agenda em Nova Lima, nesta terça-feira (30/6), a ex-prefeita de Contagem afirmou que a estratégia fortalece a polarização política e reduz as chances de vitória do campo aliado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo Marília, o partido precisa priorizar uma candidatura competitiva ao Senado e construir uma frente ampla para disputar o Palácio Tiradentes.

Marília mantém pré-candidatura ao Senado

Marília afirmou que sua decisão de disputar uma vaga no Senado permanece inalterada e lembrou que deixou a Prefeitura de Contagem para disputar o cargo.

“Eu renunciei ao mandato de prefeita do meu município para ser pré-candidata ao Senado por Minas Gerais. É a minha motivação e diria que é a maior viabilidade do PT ter uma vitória no nosso estado.”

Segundo ela, esse posicionamento já foi comunicado tanto à direção nacional quanto à estadual do partido.

‘É um equívoco político’, afirma sobre candidatura do PT ao governo

Marília disse novamente, considerar um erro político insistir em uma candidatura própria do PT ao Governo de Minas. Na avaliação dela, o partido ainda enfrenta dificuldades eleitorais no estado por causa da última experiência do governo do PT em Minas, sem citar o ex-governador Fernando Pimentel.

Na coletiva, Marília reforçou que uma candidatura petista ao Executivo estadual ampliaria a polarização.

“Eu acho que tem fundamento, mas eu discordo dessa estratégia. A estratégia de uma chapa própria do PT não fortalece o palanque do Lula, porque vai reacender, fortalecer a polarização política, o confronto.”

Ela afirmou que o histórico recente do partido em Minas dificulta uma candidatura competitiva ao governo.

“O fato de a gente ter uma chapa mais ampla permite que a gente saia dessa polarização. É por isso que eu defendo essa estratégia unificada.”

Petista defende aliança com MDB, PSB e PDT

Para Marília, o melhor caminho é repetir a estratégia inicialmente construída em torno do senador Rodrigo Pacheco (PSB), que desistiu de disputar o governo.

Ela voltou a defender uma composição entre PT, PSB, MDB e PDT.

“Eu continuo trabalhando dentro da estratégia que foi definida pelo presidente Lula e também pelo meu partido, que é apostar numa candidatura ao governo de centro.”

A pré-candidata acrescentou que a negociação precisa ser conduzida pelas direções estadual e nacional do partido.

Ver essa foto no Instagram

Um post compartilhado por 98 News Oficial (@98newsoficial)

Reunião com Edinho

Marília confirmou que voltou a defender esse posicionamento durante reunião realizada no domingo (28/6)com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e com a presidente estadual da legenda, Leninha.

Segundo a ex-prefeita, Edinho transmitiu um desejo do presidente Lula para que ela disputasse o Governo de Minas, mas ela manteve a posição.

“Eles vieram trazer a posição do presidente Lula de que ele gostaria que eu fosse a pré-candidata ao governo. Como eu argumentei lá, nós precisamos apostar na vitória eleitoral e ela é mais possível ao Senado por Minas Gerais.”

Ela afirmou ainda que cabe ao partido conduzir as negociações sobre a composição da chapa estadual.

Kalil continua nos planos

Questionada sobre a movimentação do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), Marília afirmou que ele continua sendo um dos nomes considerados para uma aliança, mesmo após o presidente nacional do PDT Carlos Lupi confirmar a candidatura do Alexandre Kalil ao governo de Minas.

“Hoje estaria no leque dessa aliança o PSB, o MDB e também o PDT.”

Segundo a petista, a construção da chapa dependerá das negociações conduzidas pelas executivas partidárias.

Dobradinha no Senado

Marília também comentou a possibilidade de a ex-deputada federal Áurea Carolina (PSOL) disputar a segunda vaga ao Senado em uma eventual composição do campo da esquerda. Conforme apurou a reportagem da Rede 98, o PSOL já apresentou à presidente estadual do PT em Minas, Leninha, uma proposta para formar uma chapa ao Senado com o partido, tendo Áurea Carolina e Marília Campos como candidatas.

Apesar disso, a petista evitou antecipar qualquer definição, elogiou Áurea Carolina e afirmou que a composição dependerá das negociações entre as legendas.

“A companheira Áurea Carolina é uma pessoa que eu estimo muito, mas esse processo de condução das alianças é uma decisão do partido e vai depender da estratégia que for construída.”

Esta coluna é assinada por Igor Teixeira e tem caráter analítico e opinativo. O texto não reflete o posicionamento do grupo.
Eleições 2026 Siga no Google News
Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.