A mulher de 30 anos apontada como principal suspeita de matar um casal de idosos em um apartamento no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, foi presa na madrugada desta quinta-feira (2/7), em Itabira, na Região Central de Minas Gerais.
A prisão foi confirmada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). A mulher era procurada desde que os corpos das vítimas, um homem de 75 anos e uma mulher de 76, foram encontrados dentro do apartamento onde moravam, na tarde de terça-feira (30/6).
De acordo com a investigação, o filho do casal foi até o imóvel após ficar sem conseguir contato com os pais desde a manhã de segunda (29/6). Ao entrar no apartamento, encontrou os dois mortos e acionou a Polícia Militar.
A perícia da Polícia Civil apontou que o crime, possivelmente cometido na tarde de domingo, foi praticado com golpes de faca. A idosa sofreu sete facadas, enquanto o idoso foi atingido por 17 golpes. Ambos apresentavam sinais de defesa, indicando que tentaram reagir às agressões.
A suspeita teria sido indicada para trabalhar na residência das vítimas. Imagens das câmeras de segurança do condomínio mostram uma mulher entrando no prédio na manhã de domingo e deixando o local horas depois usando roupas diferentes e carregando duas sacolas grandes. Uma delas foi reconhecida pelo filho das vítimas como pertencente à mãe.
Além disso, uma gaveta onde eram guardadas semijoias foi encontrada arrombada, e os celulares do casal não foram localizados.
A Polícia Civil dará continuidade às investigações para esclarecer a motivação do duplo homicídio e apurar todas as circunstâncias do crime
Defesa se pronuncia
A defesa da suspeita se manifestou na manhã desta quinta-feira (2/7) sobre o ocorrido. Leia a nota na íntegra:
A defesa de Paola manifesta, antes de tudo, seu profundo pesar e solidariedade aos familiares das vítimas, reconhecendo a dor irreparável vivenciada por todos os envolvidos.
Pois bem! No que se refere à investigação, a defesa de Paola atuará com absoluta responsabilidade, observando rigorosamente os princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal.
As razões defensivas serão apresentadas no momento processual oportuno, com base nos elementos constantes dos autos e nas provas que vierem a ser produzidas, sempre com respeito às instituições e à atuação das autoridades competentes.
Neste momento, a defesa reafirma sua confiança no Poder Judiciário e ressalta que qualquer conclusão acerca da responsabilidade da investigada deve decorrer exclusivamente da regular instrução processual, e não de julgamentos antecipados ou da repercussão do caso.
Bruno Correa Lemos – Advogado Criminalista
