A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) anunciou que deixou a equipe responsável por auxiliar o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na elaboração do plano de governo. A decisão foi revelada em entrevista ao portal Metrópoles, publicada neste domingo (12/7), dias após a parlamentar relatar ataques que atribuiu a integrantes da direita em meio à crise entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Segundo Damares, sua participação na elaboração das propostas para a área de direitos humanos foi encerrada e, neste momento, ela não integra mais o grupo que auxilia o senador.
“Já fiz o que era preciso no primeiro momento. Depois a gente volta a ajudar no governo de transição”, afirmou.
Damares diz que foi alvo de ataques e que Flávio não a procurou
Na entrevista, a ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos afirmou que foi alvo de ataques nas redes sociais e relacionou o episódio à disputa interna no campo bolsonarista.
“Fui atacada diretamente pelo time da direita”, declarou.
Damares também confirmou que não voltou a conversar com Flávio Bolsonaro desde que a crise envolvendo Michelle Bolsonaro ganhou força.
“Ele está correndo”, disse, ao minimizar a falta de contato.
Senadora relatou ameaças contra a filha
No início de julho, durante reunião da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, presidida por ela, Damares afirmou que os ataques extrapolaram o ambiente político e passaram a atingir sua família.
Na ocasião, a senadora disse que recebeu ameaças contra a filha adotiva.
“Essa semana eu tenho sido vítima dos mais terríveis ataques. Disseram que vão matar minha filha. Inclusive eles fazem imagens de como vão matar a minha filha. A minha filha é uma menina indígena. Eu sou mãe de uma menina indígena. E eles simulam imagens que estão empalando a minha filha, que estão decapitando ela. É uma violência política que a gente não consegue imaginar.”
As declarações ocorreram um dia após Michelle Bolsonaro anunciar que deixaria a presidência do PL Mulher, em meio ao desgaste público com Flávio Bolsonaro.