A cidade de Pouso Alegre consolidou-se como o grande polo de negócios para o setor construtivo do Sul de Minas Gerais. Pela primeira vez, a organização realizou o Minascon e a Feconsulminas de forma totalmente integrada, reunindo 67 marcas expositoras de soluções para o mercado. O evento conjunto focou na transformação tecnológica e na apresentação de novidades em automação para as empresas.
O vice-presidente da FIEMG, Rodrigo Batista, destacou a relevância estratégica da união entre as duas grandes marcas na região de Pouso Alegre.
“A gente aproveitou já a pujança e o sucesso que a Feconsul aqui em Pouso Alegre, que já tá na sexta edição. Estamos trazendo os congressos técnicos das novas tendências, do que a gente enxerga qual que é o futuro da construção civil e como o empresário e todos os players que atuam dentro desse setor tem que se preparar e tem que pensar para um futuro que tá vindo aí para a frente”, declarou Rodrigo Batista.
O debate central da feira girou em torno da urgente inovação tecnológica necessária para superar os gargalos crônicos na produção de empreendimentos. A inteligência artificial e os novos softwares surgem como os caminhos mais viáveis para modernizar a engenharia nacional. O presidente do Sinduscon Sul, Nakle Mohallem, apontou que as ferramentas digitais ajudam a contornar a escassez de operários no mercado.
“O setor da construção civil, assim como quase todo o setor industrial, vive alguns desafios, principalmente relacionados à mão de obra, a falta de mão de obra capacitada. Então, inteligência artificial na construção civil, indústria 4.0, são oportunidades que nós temos de suprir parte dessa falta da mão de obra. Então, a gente vê como uma janela de oportunidade”, ressaltou Mohallem.
Desafio da aplicação tecnológica nos canteiros e fomento econômico
O grande desafio prático da indústria brasileira consiste em transferir a tecnologia desenvolvida nos escritórios de planejamento diretamente para o dia a dia das obras. Os especialistas defendem que as inovações devem dialogar de forma simples com o trabalhador na ponta da linha. O presidente da Câmara da Indústria da Construção da FIEMG, Geraldo Linhares, alertou para o risco de estagnação caso o setor resista à digitalização.
“A construção civil não tem uma escapatória. Ou ela parte para a inovação, ou a gente vai parar devido ao grande problema hoje que nós temos de captação de mão de obra. A nossa grande dificuldade é levar todas as transformações para o canteiro de obra. Vamos ter que achar essa ligação entre o operário lá na ponta com o desenvolvimento que tem ocorrido hoje em todos os aplicativos, inteligências adicionais, plataforma BIM, etc”, argumentou Geraldo Linhares.
A feira também cumpriu um papel fundamental de desenvolvimento ao atrair novas marcas fornecedoras, construtoras e investidores interessados em expandir operações no estado. O prefeito de Pouso Alegre, José Dimas Fonseca, comemorou a atração de investimentos para o município e ressaltou que a feira ajuda no crescimento planejado.
“Essa feira da construção civil, primeiro, ela sendo aqui em Pouso Alegre, mostra a importância que a cidade tem como uma cidade polo aqui do Sul de Minas. Então, essa feira vem mostrar aqui várias ferramentas, tanto que o setor público, o setor privado possam adotar para que as cidades cresçam com responsabilidade, logicamente, trazendo uma qualidade de vida melhor para os seus habitantes, gerando empregos e rendas”, concluiu o prefeito José Dimas Fonseca.
Por fim, os organizadores celebraram os resultados comerciais das rodadas de negociação e a intensa troca de experiências entre empresas do segmento. O fechamento de contratos de fornecimento promovidos durante o evento deve aquecer o mercado construtivo do Sul de Minas ao longo do semestre. A expectativa é que o evento impulsione novas obras e gere novos postos de trabalho qualificados na região.
