A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) ingressou nesta quinta-feira (30/7) com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), os deputados federais Mario Frias (PL-SP), Gustavo Gayer (PL-GO) e Gilvan da Federal (PL-ES), além do pré-candidato ao Governo do Rio de Janeiro André Marinho (Novo). A federação pede a remoção de vídeos produzidos com inteligência artificial que, segundo a ação, são utilizados para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aliados.
A representação foi distribuída ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.
Segundo a ação, os parlamentares impulsionam conteúdos produzidos por uma rede de perfis nas redes sociais que utilizaria inteligência artificial para criar vídeos de caráter político contra Lula.
PT aponta atuação coordenada de perfis
Na petição, a federação afirma que existe uma estrutura coordenada de contas, principalmente no Instagram, que utiliza o recurso de publicação colaborativa para ampliar o alcance dos vídeos produzidos com inteligência artificial.
Segundo os advogados, o material é compartilhado por parlamentares e outras figuras públicas, o que amplia o alcance das publicações e aumenta o impacto do conteúdo nas redes sociais.
A ação sustenta que a estrutura reúne dezenas de perfis, milhares de publicações e milhões de interações. Também afirma que parte dessas contas arrecada recursos por meio da venda de cursos sobre inteligência artificial e de doações via Pix e criptomoedas.
Parlamentares são citados por impulsionar publicações
A petição cita como exemplo uma publicação feita por Flávio Bolsonaro em 31 de maio deste ano. Segundo a federação, o vídeo alcançou cerca de 1 milhão de visualizações e já é alvo de outra ação em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral.
Também são mencionadas postagens de André Marinho, Mario Frias, Gustavo Gayer e Gilvan da Federal contendo vídeos produzidos com inteligência artificial contra Lula.
De acordo com a ação, as páginas dos parlamentares citados somam aproximadamente 9,5 milhões de seguidores, enquanto as publicações reunidas no processo ultrapassam 5,8 milhões de visualizações.
Federação pede remoção do conteúdo
Na representação, a Federação Brasil da Esperança afirma que o compartilhamento desse material por agentes políticos amplia o potencial de dano ao conferir maior alcance e aparência de legitimidade às publicações.
Os advogados sustentam que os parlamentares atuam como incentivadores de uma rede de perfis voltada à produção desse tipo de conteúdo e pedem que o TSE determine a remoção das publicações apontadas na ação.
A iniciativa faz parte da estratégia da federação para contestar o uso de conteúdos produzidos com inteligência artificial durante as eleições de 2026.