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Relembre as idas e vindas de Cleitinho Azevedo na disputa pelo Governo de Minas

Por Kellen Lanna Rede 98
04/08/2026 15:26 Atualizado há 15 minutos
(Foto: Reprodução).

A candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao Governo de Minas Gerais foi marcada por uma sequência de anúncios, adiamentos, mudanças de posição e impasses com o próprio partido. Desde o fim de 2025, o parlamentar alternou momentos de sinalização de candidatura, recuos motivados por questões pessoais e embates públicos com dirigentes do Republicanos.

O capítulo mais recente ocorreu nesta terça-feira (4/8). Menos de 24 horas após anunciar que não disputaria o Governo de Minas, o senador Cleitinho Azevedo voltou atrás e fez um apelo público ao presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, para que a legenda lhe conceda a vaga na disputa pelo Palácio Tiradentes.

Marcos Pereira, afirmou que a decisão de não lançar o senador Cleitinho Azevedo como candidato está mantida. A declaração foi dada instantes depois de o parlamentar voltar atrás da desistência anunciada na segunda-feira (3/8). “A decisão está tomada, o que eu disse está dito porque é a expressão da verdade. E eu não tenho mais nada que falar sobre o assunto. Para mim, o tema é página virada’, defclarou Marcos Pereira.

Quando tudo começou

  • A indefinição começou ainda em 23 de novembro de 2025, quando Cleitinho afirmou que só decidiria em março de 2026 se entraria na disputa pelo Governo de Minas. A definição, porém, acabou sendo adiada diversas vezes ao longo dos meses seguintes.
  • O primeiro adiamento ocorreu em 3 de fevereiro, quando o senador pediu uma pausa nas discussões sobre a candidatura após revelar que o irmão mais novo, Matheus Azevedo, havia sido novamente diagnosticado com leucemia. Em pronunciamento no Senado, Cleitinho afirmou que aquele era um momento de priorizar a família.
  • Com a aproximação do calendário eleitoral, o discurso mudou. Em 8 de maio, o prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, confirmou que seria o pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Cleitinho. No dia seguinte, porém, o senador fez um desabafo na tribuna do Senado e afirmou que poderia deixar a política caso continuasse enfrentando dificuldades para aprovar projetos.
  • Poucos dias depois, em 15 de maio, Cleitinho voltou a reforçar o tom de pré-campanha. Em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou que pretendia governar ao lado da população e prometeu enfrentar o que chamou de “sistema”, resumindo a mensagem na frase: “A casa vai cair”.
  • Apesar do discurso cada vez mais voltado à disputa estadual, a confirmação da candidatura voltou a ser adiada. Em 3 de junho, durante evento em Patos de Minas com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL), Cleitinho pediu mais dez dias para decidir o futuro político.
  • Em 7 de julho, anunciou um novo adiamento e informou que só tomaria uma decisão após o encerramento das convenções partidárias.
  • Mesmo sem oficializar a candidatura, o senador manteve o discurso de quem pretendia disputar o Governo de Minas. Em 8 de julho, afirmou que queria ser governador para acabar com o que chamou de “patifaria” no estado.
  • A indefinição se estendeu até a convenção estadual do Republicanos, realizada em 25 de julho. O encontro terminou sem definição sobre a candidatura ao governo, e Cleitinho sequer compareceu ao evento. Na ocasião, o partido informou que respeitaria a decisão do senador sobre disputar ou não as eleições.
  • Três dias depois, em 28 de julho, Cleitinho publicou um vídeo produzido com inteligência artificial em que simulava uma conversa com o irmão falecido. Na gravação, a mensagem sugeria que ele deveria seguir em frente na missão de disputar o Governo de Minas.
  • A crise entre o senador e o Republicanos ganhou força no dia 29 de julho. Pela manhã, a direção nacional e estadual da legenda divulgou uma nota afirmando que Cleitinho não seria candidato ao Governo de Minas, argumentando que sua ausência na convenção havia produzido “consequências inevitáveis”. Horas depois, porém, o senador convocou uma entrevista coletiva em Divinópolis e anunciou exatamente o contrário: confirmou a candidatura ao Palácio Tiradentes e apresentou Luís Eduardo Falcão como candidato a vice. Segundo ele, desde o ano passado havia dito que entraria na disputa caso continuasse liderando as pesquisas eleitorais.
  • No dia seguinte, 30 de julho, o prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, saiu em defesa do irmão e afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que havia pessoas “tentando impedir a candidatura de Cleitinho ao Governo de Minas”.
  • Já em 31 de julho, o presidente estadual do Republicanos, Euclydes Pettersen, amenizou a crise e afirmou que a candidatura ainda “não estava descartada”. Segundo ele, o objetivo era buscar uma solução que preservasse a unidade do partido.
  • A maior reviravolta ocorreu em 3 de agosto. Após uma reunião em Brasília com dirigentes do Republicanos, Cleitinho anunciou que desistia da disputa pelo Governo de Minas. Em vídeo emocionado, afirmou que precisava cuidar da própria saúde emocional e da família.
  • A desistência, no entanto, durou menos de 24 horas. Na manhã desta terça-feira, 4 de agosto, o senador voltou atrás, afirmou que nunca havia desistido da candidatura e fez um apelo público ao presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, para que a legenda lhe concedesse a vaga para disputar o Palácio Tiradentes. Cleitinho disse que reconsiderou a decisão após receber manifestações de apoio da população e de familiares.
  • O pedido, entretanto, foi rejeitado. Marcos Pereira afirmou que a situação é uma “página virada” e descartou uma nova mudança de posição do partido. Apesar da negativa, Cleitinho declarou que continuará tentando reverter a decisão e manter vivo o projeto de disputar o Governo de Minas.
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Kellen Lanna
Kellen Lanna
Jornalista graduada pela UFSJ. Supervisora de distribuição na 98 FM/ 98 News.