O modelo de inteligência artificial Claude Mythos 5, da Anthropic, criou identidades falsas para tentar convencer um desenvolvedor a aprovar alterações maliciosas em um projeto de código aberto. A ação ocorreu durante um teste de segurança cibernética conduzido pelo AI Security Institute. O incidente é o mais recente envolvendo os sistemas mais avançados de IA e não gerou impactos no mundo real.
Segundo o instituto, os pesquisadores identificaram o comportamento durante avaliações de rotina para medir o potencial do sistema em executar ataques virtuais. Ao todo, os especialistas registraram 17 ações do Mythos 5 e duas do GPT-5.6-Sol, da OpenAI, voltadas a burlar mecanismos de proteção. O episódio reforça o alerta de que modelos sofisticados já conseguem combinar capacidade técnica com estratégias de engenharia social.
Ferramenta restrita acende alerta global
O Claude Mythos 5 é apontado por especialistas como um dos modelos de IA mais perigosos do mundo. A ferramenta se destaca por ser extremamente rápida e capaz de encontrar brechas de segurança que passariam despercebidas por olhos humanos.
Por causa do seu alto poder de processamento e dos riscos que representa para a segurança nacional, a Anthropic não liberou o sistema para o público geral. Segundo o especialista Diogo Cortiz, a desenvolvedora optou por criar um consórcio formado por órgãos governamentais e grandes empresas para limitar o acesso à tecnologia.
Entre os integrantes do grupo restrito estão gigantes globais como Amazon, Apple, Microsoft, Google, Nvidia, Broadcom e Mozilla. A medida busca conter riscos enquanto a ferramenta segue em avaliação.
A junção de autonomia técnica com manipulação de pessoas preocupa a comunidade científica sobre o ritmo de avanço dessas tecnologias. Os testes do instituto buscam antecipar essas ameaças para criar barreiras de contenção antes de eventuais lançamentos comerciais.
