O candidato ao Governo de Minas, Alexandre Kalil (PDT), voltou a criticar a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e afirmou que pretende revisar os contratos e a legalidade do processo caso seja eleito governador.
Em entrevista ao canal Amado Mundo, Kalil disse não ter provas de irregularidades, mas levantou suspeitas sobre a forma como a privatização foi conduzida.
“A Copasa não tem razão pra privatizar porque já foi provado do Brasil inteiro que saneamento não vai ser feito pela iniciativa privada. O fracasso do Rio e o fracasso de São Paulo provam isso”, afirmou.
Ele questionou a forma como o processo foi conduzido. “Nós temos que ver esse contrato, como é que foi feito, como é que é. Nós temos que ver a legalidade do que está. Eu sou absolutamente contra a privatização da Copasa, que late igual cachorro, fede igual cachorro, abana o rabo igual cachorro. Então, eu não posso falar que aquilo foi uma ‘cachorrada’ porque eu não tenho prova, mas entrando pro governo eu vou saber como é que foi feito”, completou.
A Rede 98 procurou a Copasa para comentar as declarações de Alexandre Kalil sobre o processo de privatização e aguarda retorno.
Articulação com a Rede
Na mesma entrevista, Kalil também comentou as negociações políticas em torno da candidatura ao Governo de Minas. Segundo o ex-prefeito de Belo Horizonte, a Rede Sustentabilidade deve apoiar o projeto, apesar do veto da direção nacional da Federação Rede-PSOL.
“Ontem eu recebi um recado que a Rede realmente vai vir mesmo. Nós vamos fazer um evento semana que vem, sem o PSOL, porque o PSOL não interessa, o nosso grupo não interessa da forma que eles pensam pra nós, não. A Rede vai vir. Eu conversei com o presidente nacional ontem, Paulo Lamac, e ele falou que quer fazer um evento de apoio à nossa candidatura”, disse Kalil.
O ex-prefeito também afirmou que solução para os problemas de segurança pública no Estado passa por mais investimentos.