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MDB apresenta Arcanjo Pimenta e Manoel Carvalho ao Senado com foco em diversidade e propostas para o STF

Por Igor Teixeira Rede 98
13/08/2026 17:23 Atualizado há 27 minutos
(Foto: Igor Teixeira/ 98News)

O MDB de Minas Gerais apresentou nesta quinta-feira (13/8) Arcanjo Pimenta e Manoel Carvalho como candidatos do partido ao Senado Federal nas eleições de 2026. Durante a apresentação da chapa, em Belo Horizonte, os dois destacaram a diversidade na composição da legenda, a representação das diferentes regiões do estado e apresentaram algumas das bandeiras que pretendem levar à campanha.

Presidente do MDB Afro em Minas, Arcanjo Pimenta colocou a representatividade negra no centro do discurso. Já Manoel Carvalho, vice-prefeito de Muriaé, defendeu maior presença do Senado nos municípios pequenos e médios e antecipou que pretende discutir mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF), entre elas a criação de mandato com prazo determinado para os ministros da Corte.

Os nomes foram apresentados durante coletiva na sede estadual do MDB, no bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A chapa é encabeçada pelo ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo, candidato ao governo de Minas, e tem a vereadora de Montes Claros Maria Helena Lopes como candidata a vice-governadora.

Arcanjo destaca representatividade negra

Arcanjo Pimenta afirmou que a candidatura representa um novo passo na trajetória de aproximadamente quatro décadas dentro do MDB e destacou principalmente a presença da população negra na política institucional.

Militante do movimento negro, ele afirmou ser o único candidato negro ao Senado por Minas Gerais na disputa deste ano e disse que pretende utilizar a candidatura para ampliar a representação dessa parcela da população.

“Hoje eu represento o único candidato a Senado de Minas Gerais negro. Então isso é um passo para nós, que somos negros, muito grande. Somos 54% da população e temos que ser representados”, afirmou.

Arcanjo também relacionou a candidatura ao enfrentamento do racismo estrutural e disse que pretende representar a população negra no Congresso Nacional.

“É importante essa minha candidatura nesse sentido, que eu quero representar essa sociedade negra que vive no racismo estrutural. […] Então eu estou aqui para representar a comunidade negra, estou aqui para representar o meu partido”, declarou.

Ao falar sobre a decisão de entrar na disputa, Arcanjo também destacou a importância do apoio familiar e lembrou a trajetória dentro da legenda.

“Estou dentro do partido há 40 anos e sempre ativo dentro do partido, na militância, na criação de novos quadros. Isso me levou a chegar até aqui e hoje estou representando nessa campanha uma cadeira para o Senado”, disse.

Manoel Carvalho propõe mandato para ministros do STF

Vice-prefeito de Muriaé, na Zona da Mata, Manoel Carvalho afirmou que pretende ser uma voz dos municípios pequenos e médios de Minas Gerais no Senado.

Segundo ele, cidades menores enfrentam dificuldades para acessar políticas públicas e precisam de maior presença dos representantes mineiros em Brasília. Entre as propostas citadas estão o fortalecimento de consórcios públicos, do cooperativismo e do associativismo, além de ações voltadas à assistência técnica e ao produtor rural.

Manoel também afirmou que pretende discutir durante a campanha mudanças no funcionamento do Supremo Tribunal Federal. Uma das propostas mencionadas por ele é limitar o tempo de permanência dos ministros na Corte.

“A respeito do mandato dos ministros do STF, eu acho que prolongar a presença do ministro até os 75 anos no Brasil é um exagero. Acho que nós temos que discutir isso. O modelo alemão, por exemplo, limita mandato de 12 anos para os ministros do STF”, afirmou.

O candidato também citou o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), a política de benefícios fiscais, o seguro rural e o fortalecimento de órgãos como Emater, Embrapa e Epamig entre os temas que pretende discutir na campanha.

Gabriel diz que eleitor quer “plano de governo e não sopa de letrinhas”

Durante o evento, Gabriel Azevedo também comentou a decisão do MDB de disputar a eleição sem formar uma ampla aliança partidária.

Questionado sobre o impacto da fragmentação das candidaturas, o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte afirmou que não considera negativo o eleitor encontrar diferentes opções nas urnas e disse que o debate deve se concentrar nas propostas apresentadas pelas chapas.

“Eu não acho que seja negativo para o eleitor ter muitas opções para comparar. […] Eu acredito verdadeiramente que o que o eleitor quer nesse momento é plano de governo e não sopa de letrinhas”, afirmou.

Gabriel também destacou a história do MDB e disse não considerar que a legenda esteja isolada na disputa.

“Eu não estou me sentindo nem um pouco sozinho. Estou me sentindo extremamente acompanhado de mulheres, de homens, de sotaques, de regiões. Mas, sobretudo, eu estou acompanhado de ideias, muitas ideias e muitas propostas para a gente oferecer para a nossa população”, declarou.

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Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.