O Brasil oferece menos transparência sobre anúncios publicados nas principais redes sociais do que a União Europeia e o Reino Unido, segundo estudo do NetLab, da UFRJ, em parceria com o Minderoo Centre for Technology and Democracy, da Universidade de Cambridge.
Facebook e Instagram têm transparência insuficiente no Brasil
No Facebook e no Instagram, da Meta, a transparência sobre publicidade foi classificada como “insuficiente” no Brasil. Na União Europeia, o nível foi considerado “limitado” e, no Reino Unido, “significativo”.
A avaliação considera fatores como a possibilidade de identificar quem financia um anúncio, quanto foi gasto, qual conteúdo foi promovido e qual público recebeu a publicidade.
O cenário é ainda mais restrito em outras plataformas:
- TikTok: acesso aos dados considerado indisponível no Brasil;
- YouTube: transparência classificada como insignificante;
- X, antigo Twitter: dados publicitários indisponíveis no país.
A pesquisa analisou 15 grandes plataformas no total. No recorte específico sobre publicidade, foram avaliadas 14, já que o Bluesky não possui anúncios.
Falta de dados preocupa em ano eleitoral
Segundo os pesquisadores, a baixa transparência ganha relevância nas Eleições de 2026, porque dificulta acompanhar a influência do dinheiro sobre o debate político nas redes sociais.
Sem acesso completo aos dados, pesquisadores, autoridades e organizações da sociedade civil têm mais dificuldade para identificar conteúdos patrocinados, campanhas coordenadas e possíveis irregularidades na publicidade online. O próprio estudo aponta que o Brasil apresenta os menores níveis de acesso entre as três regiões analisadas.
