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Pessoas com autismo poderão solicitar coleta de sangue em casa em BH

Por

Ludmila Souza

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(Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado)

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Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) poderão realizar coleta de sangue em casa pela rede pública municipal de Belo Horizonte. O serviço já está previsto em lei, publicada no Diário Oficial do Município (DOM) nesta quarta-feira (19/8), e será destinado a pacientes que, após avaliação da equipe de saúde, apresentarem necessidade de atendimento domiciliar.

Para solicitar a coleta, será necessário procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência e apresentar um laudo médico que comprove o diagnóstico de TEA. O paciente também deverá apresentar o consentimento informado do responsável legal ou cuidador e indicar os melhores horários para a realização do procedimento, de acordo com sua rotina.

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A realização da coleta dependerá de uma avaliação individualizada. A equipe de saúde vai analisar aspectos clínicos, funcionais e operacionais para definir se o atendimento domiciliar é necessário.

Como será o atendimento

A coleta será feita por profissionais de saúde capacitados para atender pessoas com TEA. Eles deverão estar vinculados à rede pública municipal ou atuar por meio de convênios com entidades credenciadas.

O procedimento deverá ocorrer, preferencialmente, em horários que respeitem a rotina do paciente. A proposta é oferecer um atendimento adaptado, com planejamento prévio e atenção à segurança do paciente e da família.

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A legislação também permite que a Prefeitura de Belo Horizonte firme parcerias com laboratórios, universidades, entidades filantrópicas e organizações da sociedade civil para viabilizar o programa.

Por que a coleta em casa pode ajudar pessoas com TEA

A proposta considera que algumas pessoas com autismo podem apresentar hipersensibilidade sensorial, dificuldades de comunicação e necessidade de manter uma rotina.

Nesse contexto, o deslocamento até uma unidade de saúde e a realização de um procedimento em um ambiente diferente do habitual podem provocar estresse e episódios de desregulação emocional ou comportamental.

De acordo com o Executivo, o atendimento domiciliar busca reduzir esses fatores e permitir que a coleta seja planejada de acordo com as particularidades de cada paciente.

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Ludmila Souza

Graduada em jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e repórter da Rede 98 desde 2025. É fotógrafa e amante de narrativas visuais.

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