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Em debate, Caiado propõe confisco de bens de agressores, critica Lula e Flávio e destaca inteligência artificial em Goiás

Por Igor Teixeira Rede 98
23/08/2026 22:33 Atualizado há 1 hora
(Foto: Renato Pizzutto/Band)

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) defendeu o confisco de bens de autores de violência contra a mulher, propôs penas mais duras para esses crimes e voltou a criticar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) pelas ausências durante o primeiro debate presidencial, realizado neste domingo (23/8). O ex-governador de Goiás também apresentou resultados de sua gestão na educação, defendeu redução de despesas para controlar a inflação e prometeu um “choque de credibilidade” na economia brasileira.

Ao falar sobre educação e tecnologia, Caiado destacou iniciativas desenvolvidas durante sua passagem pelo governo de Goiás. O candidato afirmou que o estado criou a primeira universidade de inteligência artificial do Brasil e citou investimentos em um centro de excelência na área.

Caiado também mencionou uma parceria com a Nvidia e afirmou que empresas utilizam tecnologias desenvolvidas a partir do conhecimento produzido em Goiás.

“Eu acredito tanto na educação que os resultados de Goiás, eu tenho certeza que daqui 10 anos será uma outra geração”, afirmou.

Confisco de bens de agressores

Ao abordar a violência contra a mulher, Caiado defendeu mudanças na legislação para endurecer as punições contra agressores. Entre as medidas apresentadas está o confisco do patrimônio do condenado, com transferência dos bens para a família da vítima em determinadas situações.

O candidato também propôs ampliar as penas para um período entre 20 e 40 anos, de acordo com a gravidade da violência, e restringir a possibilidade de redução do tempo de prisão antes do cumprimento de 90% da pena.

“É uma penalização educativa para que esses covardes não voltem mais a atuar”, disse.

Caiado também acusou o atual governo de omissão no combate à violência contra as mulheres e relacionou o problema à segurança pública.

Caiado critica ausências de Lula e Flávio

Caiado afirmou que a sociedade esperava a presença de Lula e Flávio Bolsonaro no debate e associou as ausências aos casos e investigações envolvendo os dois grupos políticos.

“Se esses dois não têm coragem de vir a um debate, eles não têm como explicar todos os escândalos em que eles estão envolvidos”, afirmou.

O candidato ainda pediu aos eleitores que considerem outras opções na disputa presidencial e classificou Lula e Flávio como “café requentado”.

“Todos eles já tiveram oportunidade. Dê uma chance para o Brasil”, declarou.

‘Choque de credibilidade’ na economia

Na economia, Caiado colocou a derrota de Lula como primeiro passo para uma mudança de cenário e citou o aumento dos preços dos alimentos para questionar a política econômica do governo federal.

Segundo o candidato, um eventual governo comandado por ele buscaria conter despesas públicas, reduzir o endividamento e criar condições para a queda dos juros.

Caiado afirmou que pretende levar a inflação para um patamar entre 3% e 4% e citou a redução dos juros durante o governo de Michel Temer como exemplo.

“Precisa de um choque de credibilidade. A pessoa que assumir o governo, a Presidência da República, tem autoridade moral”, afirmou.

O candidato também disse que empresas brasileiras estão transferindo atividades para o Paraguai e atribuiu o movimento às condições econômicas do país.

Caiado destaca trajetória política

Nas considerações finais, Caiado ressaltou seus 40 anos de atuação política e afirmou não ter sido envolvido em escândalos de corrupção. O candidato voltou a fazer referências a casos relacionados a Lula e Flávio Bolsonaro e apresentou sua trajetória como contraponto aos adversários.

Caiado também citou sua formação como médico e falou sobre a família antes de pedir aos eleitores uma oportunidade para governar o país.

“Acreditem no Brasil, tenham coragem, vamos juntos mudar o Brasil”, concluiu.

Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema (Novo) não participaram do primeiro debate presidencial, realizado neste domingo (23/8). Augusto Cury (Avante) chegou a anunciar, pouco antes do início, que também não participaria, mas voltou atrás e esteve no encontro.

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Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.