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‘Governo fez de tudo para dificultar para quem produz, e aí a picanha não chegou’, diz Roscoe

Por Larissa Reis Rede 98
28/08/2026 10:57 Atualizado há 10 minutos
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Para Roscoe, os impactos das dificuldades impostas ao setor produtivo não ficam restritos aos empresários e produtores (98 News)

O candidato ao Governo de Minas Gerais Flávio Roscoe (PL) criticou, nesta sexta-feira (28/8), durante encontro com representantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), medidas do governo federal que, segundo ele, dificultam a produção e acabam aumentando os preços dos alimentos.

Para Roscoe, os impactos das dificuldades impostas ao setor produtivo não ficam restritos aos empresários e produtores, mas chegam diretamente ao consumidor. Ele citou produtos básicos para explicar o raciocínio.

“Quando fala assim, prejudica o setor produtivo, toda vez que dona Maria vai comprar uma banana no supermercado, o custo daquele prejuízo está na banana. Quando ela vai comprar alface, o custo está no alface, o custo está na maçã. Isso é colocar no custo dos produtos”, afirmou.

Segundo o candidato, a burocracia e a demora na liberação de licenças também contribuem para reduzir a oferta de produtos no mercado. Ele argumentou que, quando um produtor demora anos para conseguir autorização para iniciar uma atividade, o produto deixa de chegar ao consumidor durante esse período.

“Se alguém demora três anos para receber uma licença para produzir, são três anos que ele não está vendendo no mercado. Se ele não está vendendo, tem menos oferta. Se tem menos oferta, o que acontece com o preço? Sobe”, disse.

Roscoe defendeu a redução das barreiras para a atividade produtiva e afirmou que o aumento da concorrência poderia contribuir para diminuir os preços.

“Quando você libera o mercado, o preço cai. Por quê? Há o maior número de concorrentes e vai ter menor custo. Quem favorece com isso é a população”, declarou.

O candidato afirmou ainda que o governo federal teria criado dificuldades para quem produz e relacionou essas medidas ao aumento dos preços nos supermercados.

“Por isso que esse governo encareceu o supermercado todo mundo e ninguém entendeu ainda como, porque ele dificultou de tudo, fez de tudo para dificultar para quem produz”, afirmou.

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‘A picanha não chegou’

Durante a fala, Roscoe também retomou a promessa de aumento do acesso da população à carne bovina e afirmou que a picanha não teria chegado à mesa dos brasileiros.

“A picanha não chegou, gente boa, nem vai chegar. Vai comer abóbora e reza para comer a abóbora, porque daqui a pouco nem abóbora”, disse.

Na sequência, o candidato comparou o cenário brasileiro com a situação vivida pela Venezuela. Segundo ele, a adoção de políticas que dificultem a produção poderia levar o Brasil a uma situação semelhante.

“Nós vamos ser Venezuela”, declarou.

Roscoe ainda destacou a diferença entre o tamanho das populações dos dois países para questionar como seria possível lidar com um eventual fluxo migratório de brasileiros em uma crise de grandes proporções.

“Dá para colocar os venezuelanos ali, mal e porcamente, em outros países, porque eles são muito… são 30 milhões, né? E vai ficar agora onde? É que nós vamos botar, se o Brasil chegar no ponto da Venezuela, onde é que nós vamos botar 200 milhões de brasileiros?”, questionou.

A declaração ocorreu durante a agenda da Faemg com candidatos ao Governo de Minas. Os encontros têm como objetivo ouvir as propostas dos postulantes para o setor rural mineiro e apresentar demandas da agropecuária para o desenvolvimento do estado.

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Larissa Reis
Larissa Reis
Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).