A Justiça do Trabalho de Minas Gerais determinou que valores de previdência privada em nome do candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) e de outros 17 réus sejam localizados e, caso existam, bloqueados. A medida pode chegar a R$ 61.803,71 e foi tomada para garantir o pagamento de uma dívida trabalhista.
A decisão foi assinada pelo juiz Ordenisio Cesar dos Santos, da 2ª Vara do Trabalho de Betim, na sexta-feira (28/8). A Zurich Santander Brasil Seguros e Previdência terá dez dias para informar à Justiça se Renan Santos e os demais envolvidos têm planos de previdência, como PGBL ou VGBL, e quanto dinheiro há neles.
Se forem encontrados valores, eles deverão ser bloqueados imediatamente, até o limite de R$ 61.803,71. O dinheiro ficará retido até que a Justiça determine o que será feito.
A ação trabalhista foi aberta em 2014 pelo trabalhador Igor Aristides Gonçalves Silva contra empresas e pessoas físicas. Entre os envolvidos estão a Farbenplas Automotiva, a TDI Indústria e Comércio de Produtos Metalúrgicos, a Expandra Estamparia e Molas, além de Renan Santos e outros empresários.
A dívida já foi reconhecida pela Justiça e não pode mais ser contestada por meio de recurso. Agora, o processo está na fase em que a Justiça tenta encontrar valores e bens dos envolvidos para garantir o pagamento ao trabalhador. O valor da ação era de R$ 58.830,22 quando o processo foi aberto, em setembro de 2014.
Em nota enviada à Rede 98, a assessoria de imprensa de Renan Santos informou que ele “jamais integrou o quadro societário da empresa reclamada” e que “não possui, portanto, responsabilidade sobre débitos gerados por antigos sócios da referida empresa”.
“Portanto, a inclusão do Sr. Renan na reclamação trabalhista que resultou na determinação de bloqueio de seus planos de previdência é indevida, e a decisão será objeto de recurso que se somará a outros já interpostos”, finaliza a nota.
