A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (2/9) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ex-presidente do Senado, para uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Foram 404 votos favoráveis, 61 contrários e uma abstenção. Com a aprovação nas duas Casas do Congresso, cabe agora ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomear Pacheco para o cargo.
O nome do mineiro já havia sido aprovado pelo Senado na noite de terça-feira (1º/9). A votação na Câmara foi secreta e ocorreu durante o período de esforço concentrado do Congresso Nacional.
Pacheco foi escolhido para ocupar a cadeira que será deixada por Bruno Dantas. O ministro oficializou na segunda-feira (31/8) a saída antecipada do TCU, após 12 anos na Corte, com efeitos previstos a partir de 9 de setembro.
Indicação avançou rapidamente no Congresso
A indicação de Pacheco foi apresentada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), aliado próximo do parlamentar mineiro, no mesmo dia em que Bruno Dantas anunciou a saída.
A tramitação avançou rapidamente. No Senado, foi dispensada a sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), e o nome seguiu diretamente para análise do plenário. Após a aprovação pelos senadores, a indicação foi encaminhada à Câmara.
Ao encerrar a votação nesta quarta, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou o placar obtido e elogiou Pacheco. Motta afirmou não ter dúvidas sobre o “preparo técnico e político” do ex-presidente do Senado para atuar no TCU.
Renzo Braz pode assumir mandato no Senado
Com a ida de Pacheco para o TCU, a cadeira de Minas Gerais no Senado poderá passar para o primeiro suplente, o ex-deputado federal e empresário Renzo Braz (PP-MG).
Pacheco foi eleito senador por Minas em 2018 e presidiu o Senado e o Congresso Nacional. Neste ano, chegou a ser apontado como possível candidato ao governo de Minas, mas anunciou em maio que não disputaria as eleições de 2026.
A nomeação para o TCU abre um novo caminho para Pacheco após a decisão de não participar da disputa estadual. Com a aprovação do Congresso concluída, falta agora a nomeação presidencial para que ele possa assumir a cadeira na Corte de Contas.