O candidato ao Senado por Minas Gerais Marco Antônio Superman (Novo) atacou adversários na disputa eleitoral durante manifestação de grupos de direita na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (7/9). Ao defender a concentração de votos em candidaturas alinhadas à direita, Superman chamou Marília Campos (PT) de “nova Dilma” e Aécio Neves de “novo Dilmo Neves”. O candidato também voltou a defender o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Eu preciso conseguir esse espaço no Senado. Eu não posso deixar a nova Dilma, Marília Campos, ou o novo Dilmo Neves ganhar qualquer espaço sequer nessa disputa eleitoral”, afirmou.
Superman também acusou os adversários de serem “pró-sistema” e “corruptos do ponto de vista moral”. As declarações representam ataques políticos feitos pelo candidato durante o ato.
Marília aparece à frente nos levantamentos recentes para as duas vagas de Minas no Senado. Na pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto, a petista tinha 15% das intenções de voto, enquanto Superman registrava 2%.
‘Eu e Domingos Sávio somos os únicos de direita’
Durante a entrevista, Superman também tentou se diferenciar de outros candidatos que adotam críticas ao STF e a Moraes como bandeira eleitoral.
Questionado sobre a existência de outras candidaturas ao Senado com discurso semelhante, ele afirmou que já defendia a pauta antes do atual período eleitoral e citou manifestações das quais participou nos últimos anos.
“O pessoal vem agora, nos 45 do segundo tempo, inventar que é ‘Fora Moraes’. Tomem cuidado com os picaretas”, declarou.
Superman citou o apoio recebido do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e mencionou Domingos Sávio (PL), que também disputa uma vaga no Senado.
“Eu e o Domingos Sávio somos os únicos de direita aqui em Minas Gerais. Os únicos. Não tem outro candidato de direita”, afirmou.
A classificação dos candidatos como sendo ou não de direita representa a avaliação política de Superman.
Ataques ao Supremo
Grande parte da fala de Superman durante a manifestação foi direcionada ao Supremo Tribunal Federal. O candidato defendeu não apenas o impeachment de Moraes, mas uma responsabilização mais ampla de integrantes da Corte.
“Na verdade, a gente precisa fazer um impeachment coletivo”, afirmou.
Superman acusou integrantes do Supremo de abuso de poder e chegou a defender a prisão preventiva de ministros relacionados à abertura do inquérito das fake news. Ele também propôs que senadores eleitos criem comissões para analisar os atos de 8 de Janeiro e o próprio inquérito.
As acusações de prática criminosa feitas pelo candidato contra ministros do STF representam as declarações de Superman e não uma conclusão judicial.
O candidato afirmou ainda que, caso eleito, pretende defender uma reforma estrutural do Judiciário e mudanças nas competências do Supremo.
“Não dá mais para o Supremo julgar 103 mil casos por ano e ser tribunal penal recursal. Isso é um absurdo e tem que acabar”, disse.
Apoio a Flávio Bolsonaro e Roscoe
Superman também declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República.
“Eu entendo que o Flávio Bolsonaro tem chance de ganhar a eleição. Acho que a gente tem que focar e concentrar a nossa energia nessa questão eleitoral de maneira um pouco mais pragmática”, afirmou.
Na eleição para o governo de Minas, Superman declarou apoio a Flávio Roscoe (PL). Ele também classificou Cleitinho Azevedo (Republicanos) como “um grande amigo”, mas disse não ter conversado em detalhes com o candidato sobre a disputa estadual.
“Aqui em Minas Gerais eu estou apoiando o Flávio Roscoe. Cleitinho é um grande amigo, mas eu nunca tive conversa com ele sobre isso em detalhes”, afirmou.
Superman disse ainda acreditar que pode haver uma aproximação entre Roscoe e Cleitinho ao longo da campanha, mas afirmou não saber se os dois candidatos estão conversando sobre o assunto.