A candidata ao Senado por Minas Gerais pelo PSTU, Victoria Mello, participou da série de sabatinas promovida pela 98 News com os concorrentes ao Congresso Nacional nas Eleições 2026. Em entrevista a Guilherme Ibrahim e Laura, a postulante e sindicalista da educação apresentou o programa socialista de seu partido e criticou a atuação da atual bancada mineira no parlamento.
Durante a sabatina, a representante enfatizou que sua candidatura busca levar a representação direta da classe trabalhadora ao Senado, em oposição aos interesses dos grandes grupos econômicos. A postulante abordou, então, propostas como a reestatização da mineração, o fim do arcabouço fiscal e a revisão de incentivos fiscais concedidos ao setor produtivo no estado.
‘Nós defendemos a escala 4 por 3’
Ao analisar a organização do mercado de trabalho, Victoria Mello defendeu o fim da jornada 6×1 e a redução do tempo de trabalho semanal sem redução salarial. A candidata ressaltou, assim, que a proposta de seu partido vai além das discussões atuais no Congresso Nacional para beneficiar os trabalhadores.
“Nós defendemos a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais e a escala 4 por 3. Quatro dias de trabalho, três dias de descanso”, afirmou a postulante, cobrando também a garantia de vínculo empregatício e direitos para os trabalhadores de plataformas digitais.
‘Revogaríamos totalmente a reforma da previdência’
Na pauta dos direitos sociais, Victoria Mello criticou as alterações legislativas aprovadas nos últimos anos e defendeu a anulação completa das mudanças nas regras de aposentadoria no país. Para a candidata, portanto, as reformas recentes retiraram direitos e precarizaram a renda das famílias.
“Revogaríamos totalmente a reforma da previdência. As reformas, na verdade, elas são umas reformas para beneficiar a burguesia, beneficiar o setor bilionário da nossa sociedade. Então, nós vamos revogar totalmente a reforma da previdência. Não tem nenhum ponto dela que nós possamos aceitar, porque ela é um total ataque brutal à classe trabalhadora”, declarou.
‘Defendemos a expropriação de grandes fortunas’
Sobre o financiamento dos serviços públicos e o combate à concentração de renda, a candidata propôs o controle estatal sobre grandes conglomerados e empresas estratégicas, citando a reestatização da mineração sob gestão dos próprios trabalhadores.
“Pegar essas 200 e tantas empresas, cerca de 250 empresas grandes no país, que são estratégicas inclusive para o país, pegar essas empresas, expropriá-las, estatizá-las, trazê-las para controle do governo, mas sobre controle dos trabalhadores também”, explicou ao detalhar as medidas econômicas de sua plataforma eleitoral.