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Cleitinho compara MG ao Flamengo e diz que Estado não está quebrado; só precisa ‘mudar energia’

Por Agência Estado Rede 98
21/09/2026 14:03 Atualizado há 52 minutos
cleitinho
Durante sabatina da BandNews, afirmou que Minas precisa mudar de "energia", organizar as contas e estimular a atividade econômica (Carlos Moura/Agência Senado)

O candidato ao governo de Minas Gerais Cleitinho Azevedo (Republicanos) rejeitou nesta segunda-feira (21/9) a avaliação de que o Estado esteja quebrado e comparou a situação financeira mineira à recuperação de um clube de futebol. Durante sabatina da BandNews, afirmou que Minas precisa mudar de “energia”, organizar as contas e estimular a atividade econômica. Como exemplo, citou o Flamengo, que, segundo ele, saiu de uma situação financeira difícil para se tornar uma “potência mundial”.

“Então, primeiro a gente tem que mudar essa energia do Estado. Eu vou dar um exemplo de time de futebol, como o Flamengo, que em 2016 estava quebrado. Hoje com uma boa gestão, Flamengo virou uma potência mundial”, afirmou. “Ele motivou o ativo dele, que era a torcida, tudo que ele tinha de ativo, ele colocou na prática.”

“Não caia nessa ladainha que o Estado tá quebrado, não”, afirmou Para Cleitinho, um sinal de quebra seria o atraso nos vencimentos das próprias autoridades. “O dia que eu ver um Estado quebrado é o dia que eu ver um salário do governador atrasado, ou que eu ver deputados fazendo manifestação lá no governo dizendo que o salário deles estão atrasados.”, disse. O candidato também citou salários de magistrados e desembargadores para defender falta de organização no orçamento.

Dados do Portal da Dívida Pública da Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais, atualizados até 31 de agosto, mostram saldo total de R$ 208,87 bilhões. Desse montante, R$ 188,19 bilhões correspondem à dívida com a União, R$ 14,35 bilhões a demais contratos e R$ 6,33 bilhões a outras dívidas.

O próprio plano de governo de Cleitinho afirma que Minas enfrenta “severas restrições fiscais” e que será necessário “fazer mais com menos”, com cortes de gastos, definição de prioridades e aumento da eficiência administrativa.

Questionado sobre como financiaria compromissos diante das contas estaduais, Cleitinho disse que pretende “aumentar a receita”, reduzir a burocracia, atrair investimentos e ampliar parcerias com o governo federal e com a iniciativa privada.

“O Estado ele é fonte de despesa. Quem é fonte de riqueza é o agro, é o empreendedor, as indústrias, é o povo, é o trabalhador”, afirmou.

Entre as medidas mais concretas citadas na sabatina, o candidato afirmou que pretende renegociar a dívida de Minas com a União, classificando o Propag como “mal necessário”, e prometeu conceder automaticamente aos servidores a recomposição anual pela inflação a partir de sua eventual posse. Disse, porém, que não assume compromisso de pagar perdas acumuladas de governos anteriores.

A renegociação da dívida também aparece no plano de governo, que prevê “atuação firme junto ao Governo Federal para renegociar a dívida estadual e criar um fundo de retorno de recursos para investimentos em logística e infraestrutura em Minas Gerais”.

Na infraestrutura, Cleitinho disse que pretende recorrer a parcerias com empresários para recuperar estradas. Citou como modelo uma iniciativa adotada em Divinópolis e aventou a possibilidade de empresas que tenham dívidas com o Estado executarem obras rodoviárias como contrapartida, com abatimento dos valores devidos.

“Tem empresas que devem o Estado aqui até com multas ambientais que chegam a mais de bilhões de reais. Eu posso fazer uma contrapartida com eles, permuta com eles, para que eles possam pegar algumas estradas e a gente descontar nessa dívida”, afirmou.

Ao defender as parcerias com o setor privado, Cleitinho afirmou que pretende chegar ao governo sem compromissos pessoais com empresários. “Eu não vou entrar devendo ninguém e eu nunca vou pedir um empresário nada para mim. Eu vou pedir para o povo”, declarou.

A fala sobre a relação com empresários ocorre em meio à análise, pelo MP-MG, de uma denúncia envolvendo cessões de aeronaves à campanha. Registros do DivulgaCandContas mostram três cessões de uso de aeronave feitas pelo empresário Eliésio Carlos Rodrigues, estimadas em R$ 21,45 mil. A abertura do procedimento é preliminar e não representa conclusão do Ministério Público sobre a existência de irregularidades.

Na ocasião, a assessoria de Cleitinho classificou a denúncia como infundada. “É uma denúncia infundada. Todos os atos da campanha ocorrem em conformidade com a legislação eleitoral”, afirmou. As cessões constam da prestação de contas eleitoral e, por si só, não demonstram irregularidade nem contradizem a afirmação do candidato de que não pediria algo a empresários “para mim”.

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Agência Estado
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O candidato ao governo de Minas Gerais Cleitinho Azevedo (Republicanos) rejeitou nesta segunda-feira (21/9) a avaliação de que o Estado esteja quebrado e comparou a situação financeira mineira à recuperação…