O Ministério da Justiça oficializou, nesta segunda-feira (21/9), a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF). A medida foi tomada por abandono de cargo, após mais de 30 dias consecutivos de faltas injustificadas.
A decisão foi assinada pelo ministro Wellington Lima e Silva na sexta-feira (18/9) e publicada no Diário Oficial da União nesta segunda. Eduardo estava afastado das funções na PF para exercer o mandato de deputado federal, mas teve o mandato cassado em dezembro de 2025 por excesso de faltas na Câmara.
Com a demissão, Eduardo perde o vínculo com a carreira de escrivão da Polícia Federal, que tem remuneração inicial superior a R$ 14 mil e possibilidade de progressão salarial.
Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde 2025. Na época, afirmou que a mudança tinha como objetivo evitar o que classificou como perseguição política e jurídica no Brasil.
Condenação no STF
A demissão ocorre poucos dias depois de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar, por unanimidade, um recurso da defesa de Eduardo contra a condenação por tentativa de interferência no processo envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Eduardo foi condenado em junho deste ano a quatro anos e dois meses de prisão. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime semiaberto. Ele também está inelegível por 12 anos e, portanto, não poderá disputar eleições até 2038.
Segundo a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo teria atuado nos Estados Unidos junto ao governo de Donald Trump para pressionar autoridades brasileiras e criar condições para interferir no julgamento da trama golpista.
O ex-presidente Jair Bolsonaro também foi condenado no processo e cumpre prisão domiciliar.
