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Cleitinho e Patrus vão para o segundo turno?

Por Marina Schettini Rede 98
23/09/2026 07:00
Na imagem, Patrus Ananias e Cleitinho Azevedo (Fotos Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados e Carlos Moura/Agência Senado)
Na imagem, Patrus Ananias e Cleitinho Azevedo (Fotos Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados e Carlos Moura/Agência Senado)

As pesquisas mais recentes mostram a resiliência de Cleitinho Azevedo (Republicanos) na liderança na disputa pelo governo de Minas. Mostram também uma reação de Patrus Ananias (PT), que consegue se descolar de Alexandre Kalil (PDT) para além da margem de erro no segundo lugar. Mas a menos de 15 dias para as eleições, elas sacramentam os dois nomes no segundo turno? Não.

Atrás de Cleitinho e Patrus, além de Kalil estão no páreo principalmente Mateus Simões (PSD) e Flávio Roscoe (PL). Um tem a máquina a seu favor, e o outro, o apoio de Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro como ativos para ganhar fôlego na reta final da campanha.  

E é agora que a artilharia pesada entra em campo para tentar desbancar os dois primeiros colocados. É agora também que o eleitor começa a prestar atenção na campanha. 

Com inimigos bem definidos, Mateus e Roscoe vão brigar voto a voto pelo eleitor de direita e o bolsonarista. Roscoe tem suas fichas colocadas em seus apoiadores, que vão precisar marcar com mais firmeza o nome que representa o PL em detrimento de Cleitinho. 

No caso de Mateus, a caixa de ferramentas tem o mote das “escolhas de Cleitinho”. Os ataques irão aos aliados do senador e as críticas às escolhas dele para destinar os milhões a que teve direito em emendas no cargo de senador. O governador está de olho no eleitor menos extremado, muitos deles que votam em Cleitinho. E ainda no bolsonarista que rejeita Cleitinho e não vê Roscoe com chances reais de vitória. É desse bolo que ele vai conseguir votos para seguir crescendo. Seus aliados e suas propostas de difícil execução serão usadas para mostrar populismo e falta de preparo.

Mateus aposta também no eleitor indeciso, que na pesquisa espontânea, aquela que mostra o cenário consolidado, traz percentuais em torno de 50%. O eleitor que decide mais perto do final, teria a tendência de uma opção mais segura, de continuidade. 

Do lado do voto mais à esquerda e lulista, as campanhas de Patrus e Kalil vão seguir na briga de quem tem mais preparo, quem está ultrapassado e quem representa um projeto antigo ou não tem propostas. E, principalmente, quem tem mais chances de vencer no segundo turno. É a hora de apostar no voto útil. É hora de matar ou morrer na praia.

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Marina Schettini
Marina Schettini
Jornalista com passagens pelos jornais O Tempo e Super Notícia. Formada pelo Uni-BH com especialização em culturas midiáticas pela UFMG, tem a política como sua principal área de atuação.