Curtindo seus dias de descanso durante a pausa para a Data FIFA, o atacante Cuello, do Atlético, chamou a atenção da torcida atleticana nesta terça-feira (22/9) ao aparecer nas redes sociais vestindo uma das camisas mais históricas do Galo: a tradicional camisa branca eternizada por Ronaldinho Gaúcho na campanha da conquista da Copa Libertadores de 2013.
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A repercussão da postagem chamou a atenção não apenas pela homenagem ao eterno camisa 10 alvinegro, mas também pela autenticidade e raridade da relíquia esportiva.
Em contato com a Futclassics, loja especializada em camisas originais antigas de época, foi confirmada a relação do atleta com o acervo. Segundo Uriel, representante da loja, em exclusividade para a Rede 98, o jogador adquiriu peças no estabelecimento: “Ele comprou algumas camisas, inclusive essa que ele está usando lá na postagem que ele fez”, afirmou.
Raridade da camisa
A busca por produtos que não são mais fabricados pelo mercado tradicional é um episódio comum entre profissionais do futebol e torcedores. De acordo com Urie, a dificuldade para encontrar esses mantos varia conforme a idade e a tiragem da peça.
Enquanto camisas mais recentes exigem menos esforço de garimpo, itens que atravessam décadas, como alguns modelos dos anos 1970, 1980, 1990 e dos anos 2000, exigem um trabalho rigoroso de curadoria.
O especialista destaca o exemplo do próprio Galo:
“Tratando-se de Atlético, tem uma camisa de 2013 que foi uma edição especial, veio numa caixinha e tem numeração; nós já tivemos ela aqui umas duas vezes”, detalha, exemplificando o peso de coleções limitadas e marcadas por grandes conquistas.
Qual a média de preço do produto?
Um dos grandes questionamentos dos torcedores foi com relação ao preço da camisa. Para os torcedores inspirados pelo estilo de Cuello que desejam compor um acervo semelhante, o mercado de camisas retrô possui parâmetros bem definidos de investimento. O ticket médio de camisas do Atlético dessa época costuma girar entre R$ 300 e R$ 500.
No entanto, o valor de mercado é ditado primordialmente pelo estado de conservação da peça. Muitas camisas chegam aos acervos preservadas com etiquetas originais de anos atrás, mantidas por colecionadores que priorizam a preservação histórica em vez do uso cotidiano.
Ainda assim, Uriel destacou que, independente do preço, comprar o modelo de 2013 é um desafio para o torcedor atleticano. Modelos com o nível de conservação como o de Cuello são raros de serem encontrados à venda, e, muitas vezes, entram em “leilão”, podendo ultrapassar os peços do ticket médio.
*Estagiário sob supervisão do coordenador Leandro Cabido