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Belga que descobriu menor partícula do universo recebe Nobel da Física

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Larissa Reis

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Ao anunciar o prêmio, o Comitê Nobel destacou que o trabalho de Halzen abriu caminho para um novo tipo de astronomia (Christine Olsson/TT)

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O físico belga Francis Halzen, de 82 anos, recebeu o Prêmio Nobel de Física de 2026 nesta terça-feira (6/10). Ele foi reconhecido pelas contribuições decisivas para o Observatório de Neutrinos IceCube e pela descoberta de neutrinos de alta energia de origem astrofísica.

Professor da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, Halzen foi responsável por perceber, ainda na década de 1980, que o gelo da Antártida poderia ser usado para detectar neutrinos, partículas subatômicas extremamente difíceis de observar.

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Conhecidos como “partículas-fantasma”, os neutrinos atravessam a matéria praticamente sem interagir com ela. Por isso, detectar essas partículas é um desafio para os cientistas. O IceCube utiliza um enorme volume de gelo no Polo Sul para registrar as raras interações dos neutrinos.

Ao anunciar o prêmio, o Comitê Nobel destacou que o trabalho de Halzen abriu caminho para um novo tipo de astronomia. Os neutrinos carregam informações sobre eventos extremos do universo e podem ajudar os pesquisadores a entender fenômenos que ocorrem em galáxias distantes e durante explosões de estrelas.

“É uma grande surpresa, não estava esperando”, afirmou Halzen ao ser contatado pela Fundação Nobel.

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O Observatório IceCube está instalado no coração da Antártida e funciona como um gigantesco detector de partículas. As observações permitem estudar como neutrinos de alta energia são produzidos e podem ajudar na identificação de fenômenos cósmicos ainda desconhecidos.

Em 2014, Halzen foi chamado de “Homem do Neutrino” pela revista norte-americana Smithsonian, que destacou o trabalho como um possível marco para uma nova era da astronomia.

O Nobel de Física é o segundo prêmio anunciado pela Fundação Nobel nesta semana. Na segunda-feira (5/10), o Nobel de Medicina foi concedido aos norte-americanos Karl Deisseroth e aos alemães Peter Hegemann e Georg Nagel por pesquisas sobre canais iônicos sensíveis à luz e optogenética.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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