O custo da cesta básica em Belo Horizonte subiu 1,44% em setembro, segundo levantamento divulgado pela Fundação IPEAD, da UFMG, nesta terça-feira (6/10). Com a alta, o conjunto de alimentos essenciais passou a custar R$ 768,10 na capital mineira.
No acumulado de 2026, a cesta básica registra alta de 3,41%. Nos últimos 12 meses, a variação chega a 3,93%.
Tomate registra maior alta
Dos 13 produtos que compõem a cesta básica, nove ficaram mais caros em setembro. O tomate teve a maior alta percentual, com avanço de 12,97%.
Na sequência aparecem a batata inglesa, que subiu 4,36%, e o chã de dentro, com aumento de 3,72%. Entre os demais produtos que subiram de preço estão o arroz, com alta de 3,46%, o óleo de soja, com 2,81%, e o açúcar cristal, que ficou 2,24% mais caro.
Quando é considerado o peso de cada produto na composição da cesta, porém, o chã de dentro foi o item que mais contribuiu para a alta do mês. O produto respondeu por 1,34 ponto percentual do aumento. O tomate contribuiu com 0,97 ponto percentual, enquanto a batata inglesa teve participação de 0,17 ponto percentual.
Apesar da alta geral, quatro dos 13 itens pesquisados registraram queda de preço em setembro. A maior redução foi da banana caturra, que ficou 10,43% mais barata.
O feijão carioquinha teve queda de 5,29%, enquanto a manteiga recuou 2,55%. O preço do leite também caiu no período, com redução de 0,99%.
Cesta representa 47,38% do salário mínimo
O levantamento da Fundação IPEAD mostra que o valor de R$ 768,10 corresponde a 47,38% do salário mínimo. A proporção é menor que a registrada em setembro de 2025, quando a cesta básica representava 48,69% do salário mínimo.
Apesar da alta acumulada dos preços, a cesta está atualmente R$ 29,01 mais barata que em setembro do ano passado. Segundo o IPEAD, o resultado significa que a cesta básica ficou mais cara em valores nominais ao longo do período, mas passou a representar uma parcela menor do salário mínimo.
