O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, afirmou nesta terça-feira (6/10) que um eventual governo do candidato não adotará uma postura de “vingança” contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A declaração foi dada após uma reunião com o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, na sede do STF, em Brasília. Segundo Marinho, também não haverá “omissão” caso sejam identificados crimes de responsabilidade cometidos por ministros.
Críticas ao Judiciário
Marinho afirmou que levou a Fachin preocupações da oposição sobre a atuação do Judiciário durante o processo eleitoral. O senador classificou como “intervenção continuada” a atuação de ministros na Justiça Eleitoral e citou nominalmente Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino.
O coordenador da campanha de Flávio também defendeu uma mudança na relação entre os Três Poderes em um eventual governo do candidato. Segundo ele, Executivo, Legislativo e Judiciário precisam retomar uma relação baseada na separação institucional.
Relação com o STF
Marinho disse ainda que pretende discutir a relação com os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino somente depois do fim das eleições. A reunião com Fachin havia sido solicitada cerca de 30 dias antes.
O presidente do STF também se manifestou sobre o momento político. Na segunda-feira (5/10), Fachin afirmou que “conjunturas se alternam” e que o tribunal permanecerá firme. A declaração ocorreu durante evento pelos 38 anos da Constituição Federal.
