O avião monomotor que caiu no pátio de manutenção do metrô de Belo Horizonte, na região Nordeste da capital, nesta sexta-feira (9/10), foi fabricado em 1988. A aeronave, de matrícula PT-VHE, estava com a documentação de aeronavegabilidade em dia, com validade até 9 de outubro de 2027, segundo os dados do registro aeronáutico. O piloto, único ocupante, morreu no acidente.
O avião pertence ao modelo NEIVA EMB-711ST, da família de aeronaves conhecida como Corisco, e era operado pela empresa Bello Fruit Importação e Exportação Ltda., sediada na Bahia. O monomotor tinha capacidade para transportar até quatro pessoas.
De acordo com o cadastro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a situação da aeronave constava como normal, sem gravames registrados. O avião também possuía certificado de aeronavegabilidade do tipo padrão e autorização para voos por instrumentos (IFR) e operações noturnas.
O registro indicava operação privada. A aeronave não tinha autorização para prestar serviços comerciais de transporte aéreo, táxi aéreo, serviços aéreos especializados ou voos de instrução.
38 anos de fabricação
Apesar da idade ter sido fabricado há 38 anos, o certificado de aeronavegabilidade do monomotor está dentro do prazo de validade no momento do acidente.
O documento é utilizado para comprovar que uma aeronave atende aos requisitos de aeronavegabilidade aplicáveis. A validade do certificado, entretanto, não substitui a necessidade de manutenção e cumprimento das exigências técnicas para operação.
A idade de uma aeronave, isoladamente, não determina sua condição de segurança. Fatores como histórico de manutenção, inspeções e condições dos componentes também são considerados para a continuidade das operações.
Até o momento, não há informações que relacionem o tempo de fabricação do avião às causas do acidente.
Avião caiu após decolar da Pampulha
A aeronave decolou do Aeroporto da Pampulha quando caiu nas proximidades da Estação São Gabriel, no final da manhã desta sexta-feira.
Testemunhas relataram que o monomotor sobrevoava a região em baixa altitude e que ouviram estouros antes de perceberem um rastro de fumaça. Durante a queda, o avião atingiu a estrutura de um galpão e a fiação elétrica do pátio de manutenção do metrô.
O Corpo de Bombeiros mobilizou pelo menos seis viaturas para atender à ocorrência. As equipes utilizaram espuma mecânica para combater o incêndio concentrado nas asas da aeronave.
Segundo os bombeiros, nenhuma composição do metrô foi atingida e as chamas não se espalharam pelo galpão.
A concessionária Metrô BH informou que o acidente não comprometeu a circulação dos trens. A energia elétrica da área de manutenção foi desligada para permitir o trabalho das equipes de emergência.
A BH Airport, responsável pela administração do Aeroporto da Pampulha, confirmou que a queda aconteceu fora dos limites do terminal e informou que está à disposição das autoridades.
As circunstâncias do acidente serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), responsável pela apuração técnica de ocorrências na aviação brasileira. Até o momento, a causa da queda não foi determinada.
