O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), candidato à reeleição, defendeu nesta segunda-feira (12/10) que a Justiça Eleitoral atue com isenção e proteja a liberdade de expressão. Ele falou sobre o tema após ser questionado se considera a atuação da Justiça Eleitoral parcial.
No domingo (11), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a retirada do ar do canal de WhatsApp ‘Exército do Lula’, após pedido do candidato Flávio Bolsonaro (PL), que alegou disseminação de notícias falsas. O corregedor-geral eleitoral, ministro Villas Bôas Cueva, derrubou a decisão e determinou a reativação do canal.
Nesta segunda-feira, um relatório técnico do TSE informou que não foram encontradas publicações falsas no canal, criado para divulgar conteúdos de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.
“Vamos aguardar, eu acho que é importante a Justiça ser isenta, ser guardiã da liberdade, da liberdade de expressão, da liberdade política”, afirmou Alckmin em entrevista coletiva, após participar de uma missa no Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo.
O vice-presidente também mencionou reclamações sobre a retirada de conteúdos de plataformas digitais. “O que a gente ouve é muita reclamação, de plataformas que estariam derrubando os sites, derrubando manifestações”, disse.
Alckmin defende liberdade religiosa
Questionado sobre a polêmica envolvendo o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil, Alckmin defendeu o respeito às tradições religiosas.
O debate ganhou força após a circulação de informações sobre supostas manifestações de grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro contra o título. O candidato do PL negou a intenção de retirar o reconhecimento da santa como padroeira do país.
“O Brasil é um país de paz. Toda medida de violência, medida que vai contra as tradições, à nossa cultura religiosa, as tradições religiosas, são muito ruins. Isso vale para todos, católicos, evangélicos, cristãos, os que não são cristãos, enfim. Religião é religar, do latim religare. Religar a terra ao céu”, afirmou Alckmin.
O vice-presidente também citou a legislação sobre liberdade religiosa e defendeu o respeito às diferentes crenças, incluindo quem não segue nenhuma religião.
“O presidente Lula promulgou em 2003 a lei da liberdade religiosa. Nós defendemos a liberdade religiosa. Cada um pode ter a sua religião, deve respeitar a religião dos outros, até quem não tem religião merece ser respeitado”, declarou.