A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou, nesta segunda-feira (12/10), que pretende disputar a Presidência do Senado e que gostaria de ser a primeira mulher a comandar a Casa. Em entrevista à GloboNews, a parlamentar disse que já conversa sobre a sucessão com o atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e com Rogério Marinho (PL-RN). Ela também avaliou que haverá ambiente no Senado, a partir de 2027, para discutir pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Eu sempre disse que gostaria de ser a primeira mulher presidente do Senado, mesmo porque eu tenho comigo que esse talvez seja o meu único mandato no Senado, eu não sei se eu quero disputar outro, e eu gostaria de deixar um legado, principalmente para as mulheres”, declarou.
Tereza Cristina está na metade do mandato e afirmou ainda não saber se tentará uma nova eleição para permanecer no Senado.
A senadora disse que já manifestou a Alcolumbre o desejo de sucedê-lo. Ela também mantém conversas com Rogério Marinho, que integra o PL e coordena a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.
“É claro que eu, sendo uma senadora de centro-direita, eu vou estar muito mais alinhada com o Rogério Marinho, que também tem essa pretensão”, afirmou.
Questionada sobre a possibilidade de concorrer diretamente contra Alcolumbre, Tereza Cristina não descartou o cenário.
“Isso nunca foi colocado, eu sempre disse a ele que eu gostaria de ser a sua sucessora, a sua sucessora pode ser agora ou pode ser depois, então a gente tem que ver como é que as coisas vão se encaminhar.”
Segundo a parlamentar, as articulações para definir o próximo presidente do Senado também dependerão do resultado das eleições deste ano.
Impeachment de ministros do STF
Tereza Cristina também afirmou enxergar espaço no Senado para a discussão de pedidos de impeachment contra ministros do STF na próxima legislatura.
“Eu vejo ambiente sim, vejo que foi uma pauta”, afirmou.
A senadora ponderou, entretanto, que o assunto não deve ser a única prioridade dos parlamentares.
“Infelizmente, esse foi um tema que foi central nessas eleições e nós seremos cobrados, sim, por abrir para investigar o que está acontecendo, os fatos que estão aí postos sobre o Supremo Tribunal Federal”, disse.
Mudanças no fim da escala 6×1
A senadora também comentou a proposta sobre o fim da escala 6×1, que tem votação prevista no Senado para quarta-feira (14/10).
Segundo Tereza Cristina, a oposição pretende apresentar emendas para modificar o texto. A parlamentar questionou a inclusão de regras sobre a escala de trabalho diretamente na Constituição diante das diferenças entre os setores da economia.
A proposta está entre os temas previstos para análise do Senado nesta semana.