O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu prazo de 24 horas para que a Meta comprove o cumprimento das medidas determinadas para garantir tratamento igualitário às campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro nas redes sociais. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (19/10) pelo ministro Marco Aurélio Bellizze.
A cobrança ocorre depois que a empresa ampliou, sem autorização da Justiça Eleitoral, o prazo para cumprir as determinações. Entre as exigências estão explicações sobre os algoritmos de distribuição de conteúdo político, relatórios sobre anúncios e eventuais restrições ao impulsionamento, além de informações sobre perfis falsos e ferramentas de inteligência artificial.
Caso a Meta não apresente as comprovações exigidas, a multa diária poderá subir de 500 mil para um milhão de reais. Na semana passada, o plenário do TSE confirmou, por unanimidade, a ordem para impedir que as plataformas da empresa reduzam artificialmente o alcance de publicações ou adotem critérios diferentes para os dois candidatos. A Meta nega favorecimento político e atribui os episódios a falhas técnicas.