A coordenação da campanha de Lula (PT) afirmou, nesta quarta-feira (21/10) que o petista não se opõe às exigências feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura de sigilos bancário, fiscal e eletrônico. O protocolo oficial com a resposta será apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quinta-feira (22/10).
O anúncio foi feito pelo coordenador político da campanha, senador Camilo Santana (PT-CE). Segundo ele, a manifestação será entregue às 11h. Santana classificou as condicionantes impostas pelo parlamentar como uma tentativa de “manobra”, mas ressaltou que o presidente não possui restrições ao compartilhamento dos dados solicitados.
As exigências
Nesta quarta, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que aceitaria abrir os próprios sigilos bancário e telefônico, desde que a medida também incluísse Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, apontado por ele como ex-assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em petição enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os advogados de Flávio Bolsonaro declararam que o candidato concorda com a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos. A permissão vale também para os familiares mencionados por Lula e para as empresas em que o senador figure como sócio ou administrador. Segundo o documento, Flávio também não se opõe a que venham a público as conversas que manteve com o banqueiro Daniel Vorcaro.
No texto, a defesa critica o desafio lançado por Lula e pede explicações sobre suspeitas envolvendo o patrimônio do presidente e de pessoas do seu círculo próximo.
Já Lula protocolou no TSE, nesta terça-feira (20/10), um pedido em que autoriza a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, assim como dos dados de seus familiares, referentes aos últimos oito anos. Ele condicionou a medida, porém, a que Flávio Bolsonaro faça o mesmo.