A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negocia com a TV Globo a inclusão de checagem de fatos em tempo real no debate entre os candidatos à Presidência, marcado para sexta-feira (23/10).
Segundo o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, a emissora demonstra disposição para incluir a ferramenta durante a transmissão ao vivo. A campanha também conversa com agências independentes de checagem, e o portal ICL deve oferecer o serviço.
Em conversa com jornalistas no quartel-general da campanha, em Brasília, Sidônio afirmou que a checagem é necessária para contestar declarações que considera falsas feitas pelo candidato do PL, Flávio Bolsonaro.
“A gente está querendo que haja [checagem de fatos], porque a gente viu o que aconteceu no debate. Além de não responder nenhuma pergunta do presidente, ele [Flávio Bolsonaro] mentiu muito”, disse o ministro.
Campanha critica comportamento de Flávio no debate
Sidônio também afirmou que Lula não aceitará que Flávio Bolsonaro faça gestos atrás da câmera enquanto o presidente estiver falando. Para o ministro, esse comportamento busca desviar a atenção do público.
Ele comparou a conduta à estratégia adotada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o debate contra Hillary Clinton, candidata democrata à Casa Branca, em 2016.
“A gente não vai aceitar isso. Na verdade, isso é feito sempre pela extrema-direita, o Trump fez com a Hillary Clinton, e essa é uma intenção dele, tentar desviar a atenção”, declarou.
O senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Lula, afirmou que o presidente pretende comparecer ao debate para apresentar propostas e expor a visão do PT para o futuro do país.