O Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou contra a prorrogação do horário de votação do segundo turno, neste domingo (25/10). Em documento enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, defendeu que fosse mantido o horário legal de encerramento, às 17h.
Para o MPE, eventuais irregularidades no transporte de eleitores deveriam ser apuradas depois, sob a ótica de abuso de poder, em vez de motivar a ampliação do horário. O parecer, no entanto, não prevaleceu: o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a extensão da votação até as 19h em todas as seções eleitorais do país.
Pedidos das campanhas
A decisão de Zanin atendeu a pedidos de coligações que relataram dificuldades operacionais e restrições de deslocamento de eleitores em várias regiões. A mobilização começou com denúncias de redução da frota de ônibus em municípios da Bahia. Em seguida, a campanha do PT pediu a extensão do horário em outros nove estados: Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Roraima. O partido também solicitou a distribuição de senhas para quem estivesse na fila e a manutenção do transporte gratuito por duas horas após o novo horário de fechamento.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também pediu a ampliação, mas em 19 cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. A coligação citou chuvas intensas, alagamentos, interdições de vias e falta de energia elétrica, que teriam prejudicado o ritmo da votação. O PL pediu ainda que a divulgação oficial dos resultados da eleição presidencial só começasse após o encerramento total da votação nos locais beneficiados.