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Dólar ameniza impacto da queda do minério e mantém receitas de municípios mineradores

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A valorização do dólar frente ao real ajudou a compensar as perdas e manteve os repasses aos municípios (José Cruz/Agencia Brasil)

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A queda no preço internacional do minério de ferro ao longo de 2025 não foi suficiente para derrubar a arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). O motivo foi a valorização do dólar frente ao real, que ajudou a compensar as perdas e manteve os repasses aos municípios acima do registrado em 2024.

Levantamento que compara a cotação do minério de ferro, com teor de 62%, entre janeiro e novembro de 2024 e o mesmo período de 2025 mostra que o preço médio da tonelada caiu 8,4%. O recuo reflete um cenário internacional mais cauteloso, influenciado principalmente pelo ritmo mais lento da economia chinesa e por ajustes na demanda global por commodities minerais.

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Em contrapartida, o dólar apresentou alta média de 5,6% no período analisado. Esse movimento do câmbio teve papel decisivo para reduzir os efeitos da queda do minério sobre a arrecadação da CFEM, considerada uma das principais fontes de receita para municípios mineradores e também para cidades impactadas pela atividade mineral.

Segundo a consultora econômica da Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (AMIG Brasil), Luciana Mourão, o comportamento do dólar foi determinante para o resultado positivo observado neste ano. De acordo com ela, mesmo com a redução no preço do minério, a moeda norte-americana mais valorizada ajudou a preservar receitas importantes para os cofres municipais.

Com isso, a arrecadação nacional da CFEM entre janeiro e novembro de 2025 chegou a R$ 7,1 bilhões, acima dos R$ 6,8 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. O desempenho indica que, além do câmbio favorável, o volume de produção também se manteve em níveis superiores aos de 2024.

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Apesar do cenário positivo, a AMIG Brasil alerta para a necessidade de cautela. Para a entidade, a dependência da CFEM torna os municípios muito sensíveis às oscilações do mercado internacional e às variações do câmbio. Por isso, a recomendação é planejar bem o uso dos recursos, fortalecer a gestão pública e investir na diversificação da economia local.

A expectativa da AMIG é que o boletim econômico de janeiro de 2026 traga uma análise mais detalhada do desempenho do setor ao longo de todo o ano passado, com avaliação de riscos, tendências e perspectivas para o próximo período.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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