A passagem do chef Érick Jacquin por Belo Horizonte, que chamou a atenção de fãs e clientes nas redes sociais, acabou marcada por uma polêmica envolvendo a gravação do programa Pesadelo na Cozinha em um imóvel tombado da capital. Durante as filmagens, a equipe do reality pintou a fachada do casarão onde funciona o Café Cultura Bar, no bairro de Lourdes, sem autorização dos órgãos de preservação.
O imóvel, construído na transição entre os séculos 19 e 20, é protegido por tombamento e, por isso, qualquer intervenção só pode ser realizada mediante autorização prévia da Diretoria do Patrimônio Cultural, acompanhada de análise técnica no local, inclusive para mudanças na pintura da fachada.
Procurada pela reportagem da Rede 98, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que o casarão passou por uma vistoria para avaliar a intervenção e definir as medidas cabíveis, conforme a legislação municipal.
“No caso do imóvel onde funciona o Café Cultura, a pintura da fachada foi realizada sem consulta ou autorização do Município. Diante da intervenção já executada, a Diretoria do Patrimônio Cultural realizou, nesta quinta-feira (15/1), uma vistoria para avaliar a pintura e definir as medidas cabíveis”, informou a Prefeitura.
Segundo dados do “Guia online de Bens Tombados de Belo Horizonte”, o casarão, cuja construção foi concluída em 1904, foi tombado pelo Patrimônio Histórico Municipal em 1994. O projeto arquitetônico do arquiteto Luis Olivieri conferiu ao imóvel um estilo eclético de influência neoclássica. E o uso original da edificação foi residencial e comercial.
O reality
No reality show, Jacquin atua como consultor de estabelecimentos em crise, propondo transformações que vão desde a gestão administrativa e reformulação de cardápios até reformas estruturais e decorativas. Ele avalia a qualidade dos pratos, a organização da cozinha, as condições de higiene e o relacionamento entre os funcionários, além de analisar a gestão do negócio.
