Os temporais previstos para Minas Gerais, ao menos até sexta-feira, podem dar um alívio nos reservatórios das hidrelétricas espalhadas pelo estado. Com o volume de precipitação abaixo da média histórica nos últimos meses, os níveis das represas estão baixos, mas, segundo a Cemig, de modo geral dentro do esperado para o período. A Companhia admite, porém, que este volume deve ficar abaixo dos anos anteriores ao fim do período chuvoso.
Em termos de percentual do volume útil até 18 de janeiro estava em 44% na Usina de Emborcação, 55% em Três Marias, 62% em Irapé, e 53% em Camargos. Os reservatórios com níveis mais baixos no momento são das usinas de Nova Ponte (29%), localizada na região do Triângulo Mineiro, e de Queimado (35%), situada no noroeste do estado.
Por meio de nota, a Cemig admite que os níveis podem ficar abaixo do registrado nos últimos anos. “Embora os níveis dos reservatórios da companhia tenham se elevado ao longo dos últimos 30 dias – com exceção apenas de Nova Ponte -, as previsões de que as vazões serão mais baixas do que a média histórica para o restante do período chuvoso indicam que esse reenchimento poderá ficar aquém do verificado nos últimos anos ao final ao final da estação úmida em março/abril”, explicou.
A Companhia lembra que a energia consumida em Minas Gerais não é gerada apenas pelas usinas da Cemig, uma vez que os empreendimentos de geração e transmissão do Brasil estão conectados por meio do Sistema Interligado Nacional, chamado de SIN, que permite o intercâmbio de energia entre diferentes regiões do país.
Abastecimento de água
A chuva volumosa esperada para Belo Horizonte e outras cidades mineiras também podem diminuir a pressão nos reservatórios de água responsáveis pelo abastecimento e que estão em níveis baixos.
O Sistema Paraopeba opera, hoje, com 48% da sua capacidade. Nos últimos 30 dias, o conjunto de três reservatórios apresentou uma leve alta. Em 20 de dezembro estava em 47,6%.
