A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu em flagrante, no fim da tarde de terça-feira (27/1), um homem que se apresentava como adestrador, suspeito de maus-tratos contra cães em uma residência de Samambaia. A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra os Animais (DRCA), após denúncia anônima.
No local, os policiais encontraram um cenário considerado grave de sofrimento animal. Cães estavam confinados em caixas plásticas de transporte, algumas empilhadas, sem acesso a água ou alimento. O ambiente apresentava forte odor e manchas de urina, o que motivou a intervenção imediata da equipe para cessar os maus-tratos e preservar provas.
Segundo a PCDF, os indícios apontavam para condições incompatíveis com o bem-estar animal, como confinamento contínuo e restritivo, ausência de higiene, privação de água e alimentação e impedimento de movimentação mínima. Entre os animais, foi localizado um cão idoso em condição corporal debilitada, bastante magro, com sinais de negligência.
“Os animais eram mantidos em caixas plásticas de transporte, posicionadas lado a lado e sobrepostas, sem qualquer condição adequada de permanência”, afirmou o delegado-chefe da DRCA, Jônatas Silva.
O responsável foi autuado por seis crimes de maus-tratos a animais, em concurso material, considerando cada cão individualmente. Durante a abordagem, ele alegou que a prática fazia parte de um método de adestramento, justificativa rechaçada pela especializada.
A DRCA destacou que adestramento não pode ser confundido com sofrimento. Práticas que submetam o animal à dor, privação, medo intenso ou condições degradantes configuram crime. O caso segue em apuração, com instauração de inquérito policial para consolidação das provas, oitivas e demais diligências.
