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Fiemg e CDL/BH criticam manutenção da Selic em 15%

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Prédio do Banco Central | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

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A manutenção da taxa Selic em 15% ao ano após a primeira reunião de 2026 do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central foi alvo de críticas de entidades que representam a indústria e o comércio em Minas. Com a decisão tomada nesta quarta-feira (28/1), o Brasil permanece no topo do ranking mundial de juros reais. A taxa, a mais alta desde julho de 2006, está estagnada neste patamar desde junho do ano passado.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) se posicionou, considerando negativa a manutenção da Selic no atual patamar e declarando preocupação, uma vez que a decisão “tende a prolongar os efeitos adversos já percebidos na economia ao restringir investimentos produtivos, encarecer o crédito, elevar os custos de produção e comprometer a competitividade da indústria brasileira e mineira”.

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“A Fiemg reconhece a importância do controle da inflação como condição fundamental para a estabilidade econômica, mas manifesta preocupação com os impactos negativos da manutenção da taxa Selic em um nível tão elevado por um longo período. A continuidade de uma política monetária restritiva tende a aprofundar o enfraquecimento da atividade econômica, com efeitos negativos sobre a geração de empregos e a renda das famílias”, continuou a Fiemg.

Para Flavio Roscoe, presidente da entidade, a política financeira precisa mudar. “É necessária uma política monetária mais equilibrada, que consiga conciliar o controle da inflação com o estímulo ao desenvolvimento econômico e ao fortalecimento da competitividade da indústria nacional”, afirma o presidente da Fiemg.

CDL/BH também se posiciona

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) declarou que “a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) prolonga o período de asfixia vivido pelo setor devido ao encarecimento do crédito”.

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“A atividade econômica está aquecida, mas os investimentos de médio e longo prazo, fundamentais para sustentar o mercado de trabalho e a geração de renda, estão sem fôlego. A incerteza fiscal, tanto interna quanto externa, provocam isso. Finalizamos o último ano com a esperança de uma nova postura do Banco Central e, infelizmente, isso não foi demonstrado”, afirmou o presidente da entidade, Marcelo de Souza e Silva.

O dirigente também explicou que os segmentos de bens de consumo duráveis que dependem de financiamento, como eletrodomésticos e eletrônicos, são os que mais sentem a manutenção da taxa e sofrem com queda nas vendas.

“O setor de serviços passa por uma desaceleração gradual. Embora a renda do trabalho ajude a sustentar o consumo básico, serviços de maior valor agregado ou que dependem de expansão via crédito (reformas, investimentos em infraestrutura de TI) tendem a estagnar. Manter os juros em 15% por muito tempo aumenta o risco de recessão no varejo, com perda de dinamismo mês a mês”, avalia.

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