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Balanço do Carnaval: presidente da CDL/BH e do comandante da PMMG avaliam números da folia

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(Foto: Gustavo Macedo/98)

Carnaval de Minas Gerais registrou recordes na economia e melhoras na segurança em relação ao ano passado. (Foto: Gustavo Macedo/98)
(Foto: Gustavo Macedo/98)

O Carnaval de 2026 consolidou Minas Gerais como um dos principais destinos da folia no Brasil. Segundo balanço da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), quase 15 milhões de foliões passaram pelo estado nos quatro dias de festa, sendo 6 milhões apenas em Belo Horizonte. O volume representa um crescimento de 14% em relação ao ano passado.

Nesse cenário, a movimentação financeira acompanhou o ritmo dos blocos e também surpreendeu. O estado movimentou mais de R$ 5 bilhões durante o período, o que significa uma alta de 10% na comparação com 2025. Os números reforçam a importância da festa para a cadeia produtiva local, impulsionando diversos setores da economia.

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Otimismo no comércio e serviços


Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) e do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, os resultados são motivo de comemoração. Ele aponta que a ocupação hoteleira beirou a totalidade e o ticket médio dos gastos dos turistas aumentou. Além disso, a tendência é que os valores finais cresçam ainda mais, já que o calendário oficial da folia se estende até o próximo domingo.

Marcelo destaca o ciclo econômico positivo gerado pela festa na capital. “A expectativa é que a gente feche com R$ 1,4 bilhão de movimentação econômica. Na sequência, as pessoas que trabalharam, que tiveram os seus recursos adquiridos no Carnaval, vão gastar seu dinheiro agora também no comércio e serviço”, projetou o dirigente.

Queda nos crimes e planejamento flexível


A segurança pública também apresentou índices positivos, com queda de 70% nos furtos em Belo Horizonte e redução drástica nos roubos de celulares. A capital não registrou casos de estupro de vulnerável nem de feminicídio. Contudo, o público acima do esperado em alguns cortejos, como o da cantora Marina Sena, que recebeu 300 mil pessoas contra uma estimativa de 53 mil, exigiu agilidade operacional da Polícia Militar.

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O comandante-geral da PM, coronel Frederico Otoni, explicou a estratégia adotada para garantir a ordem. “Nesse caso específico, nós tivemos também cancelamento de alguns blocos, o que nos possibilitou fazer a redistribuição desse efetivo. Uma das maiores forças que todas as forças de segurança possuem é ter a capacidade de flexibilização do seu planejamento”, afirmou.

Atração internacional e cidades históricas


Por fim, os dados apresentados pela secretária de Estado de Cultura, Bárbara Botega, revelam a internacionalização da festa mineira. Houve um crescimento de 18% no número de turistas estrangeiros em Belo Horizonte. O interior também mostrou força: cidades históricas como Ouro Preto, Mariana e Tiradentes receberam cerca de 375 mil visitantes, um aumento de 15% em relação ao ano anterior.

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Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

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