O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta segunda-feira (2/3) a ofensiva militar contra o Irã, classificando-a como a “última e melhor chance” de eliminar a ameaça do regime de Teerã. Em seu primeiro pronunciamento público sobre o conflito, realizado durante uma cerimônia na Casa Branca, o republicano estimou que os combates devem durar “quatro ou cinco semanas ou mais”. O objetivo declarado é destruir o arsenal de mísseis, desmantelar a Marinha iraniana e interromper as ambições nucleares do país.
“Já estamos bem à frente das nossas projeções de tempo, mas seja qual for o tempo, está tudo bem, custe o que custar, nós sempre faremos. Projetamos de 4 a 5 semanas, mas temos capacidade para ir muito além disso”, afirmou em coletiva.
Nesse sentido, Trump descartou qualquer possibilidade de retomar o diálogo diplomático, encerrando as negociações recentes para um acordo de não proliferação. “Não dá para lidar com essas pessoas”, disparou o presidente, reiterando críticas ao acordo nuclear anterior feito por Barack Obama. Ele justificou a ação militar alegando que o Irã expandia “rápida e dramaticamente” seu programa de mísseis e tentava reconstruir sua capacidade atômica, representando uma ameaça colossal aos Estados Unidos e à Europa.
Além disso, o líder norte-americano detalhou os primeiros resultados da operação. Segundo ele, as forças aliadas já afundaram pelo menos 10 navios iranianos e estão destruindo tanto os estoques quanto a produção de novos mísseis. Trump listou como objetivos centrais da guerra garantir que o Irã nunca obtenha uma arma nuclear e cortar o financiamento a grupos terroristas no Oriente Médio. “Uma hora falamos chega”, afirmou, acusando o país persa de recuar em acordos prévios.
Baixas confirmadas e escalada
Por outro lado, o custo humano do conflito começa a aparecer. O Pentágono confirmou a morte de quatro militares norte-americanos e informou que outros 18 soldados estão feridos em estado grave após contra-ataques do Irã. Segundo a rede NBC, os militares alvejados estavam em base norte-americana no Kuwait, um aliado estratégico na região. O Comando Central dos EUA informou que um dos feridos não resistiu e faleceu nesta segunda-feira.
Por fim, a tensão deve aumentar nos próximos dias. Em entrevista à CNN Internacional, Trump alertou que a “grande leva de ataques ao Irã ainda está por vir”. A escalada militar ocorre após o Irã retaliar bombardeios feitos pelos EUA e Israel no último sábado (28/2). As principais operações de combate continuam em andamento, e a resposta estadunidense promete ser intensificada para cumprir o prazo estipulado pelo presidente.
