O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, afirmou nesta segunda-feira (16/3) que o estado deve alcançar 100% de cobertura da atenção primária à saúde ainda neste ano. A declaração foi dada durante apresentação de um balanço da gestão da pasta no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte.
Ao comentar as principais conquistas desde que assumiu a secretaria, Baccheretti destacou a mudança de estratégia na organização da rede pública, com foco maior na prevenção e no acompanhamento das doenças crônicas. Segundo ele, a ampliação da atenção básica representa uma transformação no modelo de atendimento.
“Este ano nós iremos chegar a 100% de cobertura da atenção primária, ou seja, todo mineiro vai ter um postinho de saúde ali para chamar de seu, para ele poder controlar sua doença crônica e nós estamos com 98%. Fomos crescendo um ano a ano e agora chegaremos a 100%. Sai um pouquinho do modelo só de hospital, de urgência e trazer também a vacinação, né? Nós estamos batendo recorde de vacinação, mas também o controle de doenças crônicas. Esse pertencimento da população no seu posto de saúde faz toda diferença.”
Estratégias para ampliar vacinação
Durante a apresentação, o secretário também ressaltou a evolução dos índices de vacinação no estado e explicou que a estratégia tem sido aproximar as campanhas do cotidiano da população.
De acordo com ele, ações como unidades móveis de vacinação e iniciativas em escolas têm contribuído para ampliar o acesso às doses. “É, eu falo que a vacinação, o sucesso dela de décadas atrás, fez com que as pessoas se preocupassem um pouco menos de levar seus filhos na escola, nova geração especial”, explica.
“Então, a gente vem trazendo a vacina para o dia a dia das pessoas, né? Com os vacimóveis, com estratégias dentro das escolas, para que as pessoas no seu dia a dia falem: ‘Opa, tô vendo um vacimóvel ali, eu vou tomar minha vacina para para além do dia’. Isso vem fazendo a diferença para a gente pegar aquele teimosos ou também aquelas pessoas que não tem tempo”, continua ele.
“Lembrando que o posto geralmente fecha às 5 horas, tem gente que trabalha até muito tarde, a gente precisa aumentar esse acesso. Então por isso que nós saímos, como você viu, uma média de 60 a 70% para cima de 90% é uma parte das vacinações, é uma estratégia importante, além de pagar ao município por bater a meta. Isso tá fazendo muita diferença.”
Estado aguarda envio da vacina contra a gripe
Baccheretti também comentou a expectativa pelo início da campanha de vacinação contra a gripe e afirmou que o estado aguarda o envio das doses pelo Ministério da Saúde. Ele explicou que o período de mudança de estação costuma provocar aumento nos casos de doenças respiratórias e que o sistema de saúde já se prepara para essa demanda.
“Estamos ansiosos porque agora é a época da doença respiratória. Vamos lembrar que agora a semana que vem começa o outono, é a época de doença respiratória e nós precisamos muito dessa vacina. E nós estamos vendo vendo em outras regiões, como no Nordeste, no Ceará, que o vírus da gripe já está circulando. É um tá pegando muita gente”, disse.
“Nós precisamos dessa vacina o quanto antes. Chegando a vacina, de imediato, nós vamos passar para os municípios e começar essa vacinação. Mas nós não vamos esperar, por exemplo, para abrir os leitos de UT pediátricos do João 23, João Paulo II. Nós já vamos abrir na próxima semana 10 leitos, mesmo não precisando hoje, nós sabemos que o crescimento é de uma hora para outra”.
“Provavelmente vocês vão me ver daqui a algumas semanas falando sobre isso já com muitos casos. Então, nós já vamos preventivamente abrir leito do CTI pediátrico, porque o crescimento é de uma hora para outra.”
Hospitais regionais devem ser inaugurados
Outro tema abordado foi o cronograma de abertura de hospitais regionais em diferentes regiões do estado. Segundo o secretário, as obras estão em andamento e a expectativa é de inaugurações ainda neste ano.
Ele citou unidades previstas para cidades como Teófilo Otoni, Divinópolis, Sete Lagoas, Governador Valadares e Conselheiro Lafaiete. “Essas obras estão acontecendo, não há nenhum motivo para a gente não achar que vai abrir este ano cada um desses hospitais”, disse.
