O senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, afirmou que um número de telefone citado em investigações relacionadas ao caso pode ser funcional do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu que a Corte esclareça oficialmente a titularidade da linha.
A declaração foi dada durante entrevista ao Roda Viva, ao comentar mensagens atribuídas a um interlocutor identificado como “Vorcaro”, que teriam sido enviadas para um número supostamente ligado ao ministro Alexandre de Moraes.
Ao ser questionado sobre a confirmação do destinatário das mensagens, o senador afirmou que, até o momento, há certeza apenas sobre a origem institucional do número.
“Olha, o número que aparece ali naquela mensagem é um número funcional do Supremo. Cabe agora oficialmente ao Supremo, se nós tivermos essa condição na investigação que seria o básico numa investigação profunda, que o Supremo nos responda com quem estava aquele número de telefone no momento em que o Vorcaro manda mensagem. Mas que é o número do STF, não há dúvida nenhuma.”
Senado deve pedir esclarecimentos ao STF
Durante a entrevista, Viana também afirmou que a CPMI deve formalizar um pedido ao Supremo Tribunal Federal para identificar quem utilizava o número no momento das mensagens. Segundo ele, a checagem preliminar já indicaria que se trata de um telefone institucional da Corte.
Ao ser novamente questionado sobre pedido de esclarecimentos ao STF, o senador confirmou que a solicitação formal deve ser feita no âmbito da comissão. “Esse é um um caminho que nós queremos tomar em relação a essa informação do que está lá na quebra de sigilo e não só essa, como outras.”
Senador critica permanência de Moraes durante investigação
Viana também fez críticas à permanência do ministro Alexandre de Moraes no cargo durante o andamento das apurações, defendendo afastamento temporário até a conclusão das investigações.“[…] me preocupa porque em qualquer país sério do mundo, o ministro Alexandre Moraes estaria afastado do cargo até que a investigação terminasse e nós determinássemos se ele tem culpa ou não em toda essa história”, disse.
“Porque a gente não pode também fazer uma pré-condenação, mas ele pelo poder que tem como ministro e que tem demonstrado que usa, muitas vezes, até fora, a meu ver, da própria Constituição, ele deveria tá fora do cargo para que essa investigação pudesse ser a mais isenta possível em relação a esse escândalo.”
