O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra Cuba ao afirmar que pode “tomar” o país e que tem liberdade para agir como quiser em relação à ilha.
As declarações foram dadas a jornalistas durante evento na Casa Branca, em um momento em que os dois países mantêm conversas para tentar melhorar uma relação historicamente marcada por conflitos.
“Acredito que terei a honra de tomar Cuba. Essa é uma grande honra. Tomar Cuba de alguma forma.”
Em outro momento, Trump reforçou o tom ao sugerir ampla liberdade de ação sobre o país caribenho. “Quero dizer, se eu a libero, se eu a tomo. Acho que posso fazer o que quiser com ela. Vocês querem saber a verdade.”
As falas ocorrem em meio a uma crise econômica severa em Cuba, agravada por restrições ao fornecimento de petróleo e dificuldades no sistema energético da ilha.
Negociações ocorrem em meio à tensão
Apesar do discurso mais duro, Estados Unidos e Cuba iniciaram recentemente negociações bilaterais para tentar reduzir tensões.
Reportagem do jornal New York Times indica que representantes norte-americanos teriam sinalizado que a saída do presidente cubano Miguel Díaz-Canel é uma das condições discutidas nas conversas.
Do lado cubano, a posição oficial é de rejeição a qualquer tipo de interferência externa nos assuntos internos do país. Díaz-Canel afirmou que espera que o diálogo ocorra com base em princípios de soberania e respeito entre os sistemas políticos.
Crise energética agrava cenário
O endurecimento da política dos EUA ocorre em um momento crítico para Cuba, que enfrenta falta de combustível e apagões frequentes.
A escassez de petróleo, associada a sanções e dificuldades econômicas, tem provocado colapso no sistema elétrico e paralisação de setores da economia.
Em alguns momentos, o país chegou a registrar apagões em larga escala, afetando milhões de pessoas.
Histórico de tensão entre os países
As relações entre Estados Unidos e Cuba são marcadas por décadas de embargos, disputas políticas e episódios históricos como a crise dos mísseis de 1962.
Apesar das divergências, acordos anteriores limitaram ações militares diretas, incluindo compromissos de não invasão do território cubano.
Até o momento, a Casa Branca não detalhou qual seria a base legal para uma eventual intervenção no país.
